No MotoGP, duas nacionalidades disputam a esmagadora maioria das vitórias há já muitos anos. De um lado está a Espanha, com nomes como Jorge Lorenzo, Marc Márquez, Dani Pedrosa, Jorge Martín, Joan Mir, entre muitos outros. Do outro, a Itália, representada por Valentino Rossi, Marco Melandri, Max Biaggi, Andrea Dovizioso, Pecco Bagnaia e vários outros pilotos de destaque.
Embora os dois países latinos mantenham uma boa relação, existem diferenças que continuam a chamar a atenção de Raúl Fernández.
O mais recente vencedor de um Grande Prémio falou sobre um aspeto que considera muito importante: a cobertura mediática. Segundo o piloto espanhol, a forma como o MotoGP é tratado em Espanha é diferente da realidade italiana.
Raúl Fernández, muito ligado ao seu país — e que, aliás, exibiu as cores da seleção espanhola de futebol no capacete durante a corrida de domingo — explicou melhor a sua visão.
«Nunca ninguém me falou disto diretamente. A DAZN faz um grande esforço, mas os pilotos espanhóis não são valorizados como merecem. Em várias ocasiões, quando estava a viajar, vi corridas na Sky Itália e eles dão uma enorme importância aos pilotos italianos. Isso permite que os adeptos se sintam mais próximos deles», declarou ao programa El Larguero.
Trata-se de um debate que, segundo Fernández, também pode ser aplicado a outros países onde o MotoGP tem menos visibilidade mediática.
«Temos de dar um passo importante para valorizar os nossos pilotos. Estamos a trabalhar arduamente nesse sentido e a DAZN está a caminhar nessa direção. É um tema que tentamos abordar com eles», acrescentou.
Apesar de reconhecer o sucesso dos pilotos espanhóis, Fernández considera que a atenção mediática não deve ser reservada apenas aos vencedores.
«Não acredito que a vitória seja o único critério. O que deve ser valorizado é o simples facto de colocar o capacete e estar na grelha de partida. Porque, mesmo que esse piloto não tenha condições para vencer naquele momento, está a tentar», concluiu.
















