A Dorna Sports passa a designar-se MotoGP Sport Entertainment SL
A MotoGP tem um novo nome para a detentora dos seus direitos comerciais: a Dorna Sports, pesadeamente conotada com a gerência espanhola, e com nepotismo nítido dentro da família Ezpeleta, deixa de existir e surge a MotoGP Sport Entertainment SL.
Nem uma roda rodou ainda para 2026 e o panorama do motociclismo de elite já está a mudar, com a Liberty Media a não perder tempo em consolidar a sua autoridade no desporto.

A aquisição da Dorna pelo fundo americano acelerou o que fontes internas descrevem como uma ampla reestruturação corporativa, sinalizando que o futuro comercial do campeonato está a ser recalibrado para a nova temporada.
No centro da transformação está a organização há muito associada ao motociclismo de Grande Prémio moderno, a Dorna Sports, que adquiriu a longo prazo os direitos de promoção à FIM. O homem forte da organização, Carmelo Ezpeleta, cumpre em Julho 80 anos e estará a procurar reformar-se.
Após mais de três décadas a operar sob uma das bandeiras mais reconhecidas no desporto, a empresa mudou agora oficialmente o seu nome para MotoGP Sport Entertainment SL.
A mudança encerra uma era que ajudou a moldar o sucesso comercial e o alcance global do campeonato, ao mesmo tempo que indica uma estratégia mais ampla orientada para o entretenimento, concebida para atrair público para além do tradicional fã de corridas. Para quem segue a Fórmula 1, o que provavelmente está para vir não será uma surpresa. Desde que a aquisição da F1 foi concluída, em janeiro de 2017, a Liberty Media alterou vários aspetos do desporto, dentro e fora das pistas, para além do ambiente online. Embora alguns fãs mais fervorosos da F1 possam considerar as mudanças perturbadoras, o aumento do alcance global e do envolvimento dos fãs com a F1 é inegável.

O que é claro é que isto vai muito além de um ajuste cosmético, com a reestruturação a abranger a governação de vários campeonatos. Isto inclui o MotoGP, o Campeonato Mundial de Superbike (WorldSBK) e o Campeonato Mundial de Motovelocidade Feminino (WCR), o que sugere um esforço coordenado para alinhar as operações comerciais e o crescimento futuro nas principais plataformas desportivas.















