Miguel Oliveira entrou num Autódromo Internacional do Algarve lotado, sob o entusiasmo dos seus fãs, e para alegria de todos, saiu com um hat-trick de pódios — os primeiros da sua carreira no Campeonato do Mundo de Superbike. Apesar de ter sido superado pela dupla oficial da Ducati, Nicolò Bulega e Iker Lecuona, e de se ver na luta pela vitória, o português reconhece que deve encarar este resultado de forma positiva.
Depois de conquistar o seu primeiro pódio com a nova equipa BMW, o domingo em Portimão parecia ideal para o #88 continuar a evoluir com a sua M 1000 RR e dar passos importantes na adaptação à moto, enquanto procurava os melhores resultados possíveis. Na Superpole Race, teve um excelente arranque, colocando-se em segundo lugar durante metade da corrida.
Bulega rapidamente se destacou na frente, e a luta passou a ser pela defesa do segundo lugar face ao #7. No entanto, o pacote da M 1000 RR de Oliveira não conseguiu responder totalmente ao ritmo do jovem espanhol. Depois de Lecuona subir a terceiro ao ultrapassar Alex Lowes na volta 2, na volta 4 já estava à frente do #88 por dois décimos — vantagem que continuou a crescer, deixando Oliveira na terceira posição.
Sobre o hat-trick de pódios e a luta com as Ducati, Oliveira afirmou:
“Foi um fim de semana de terceiros lugares, o que é positivo. Sabia que ia ser muito difícil lutar com os pilotos da frente, mas conseguimos ser consistentes. Conquistámos três pódios, que são importantes para consolidar e recompensar o trabalho da equipa. Sei que é apenas a segunda ronda, mas não queremos terminar em terceiro. Sinto que há felicidade na equipa, mas ao mesmo tempo queremos alcançar mais. Não é pressão, mas sabemos onde queremos estar. Ainda há muitas corridas pela frente e estou ansioso por tirar o máximo da moto e de mim próprio.”
















