O diretor técnico da Ducati no WorldSBK, Marco Zambenedetti, afirma que a fábrica de Bolonha tinha “atingido o limite” do potencial de desempenho da sua anterior moto antes de introduzir uma nova versão este ano.
A versão anterior da Panigale V4 R conquistou dois títulos mundiais, em 2022 e 2023, pelas mãos de Álvaro Bautista, e terminou como vice-campeã nos dois anos seguintes com Nicolò Bulega, sendo o italiano apenas batido por Toprak Razgatlioglu, da BMW, cujas performances lhe valeram uma mudança para o MotoGP.
A Panigale V4 R deste ano é a primeira grande atualização da moto desde a sua introdução inicial em 2019, apresentando uma série de novidades, destacando-se um novo braço oscilante de dupla face e uma nova carenagem.
“É mais fácil dizer o que não é novo”, afirmou Marco Zambenedetti, em declarações ao WorldSBK.com.
“Para nós, é uma moto de nova geração, por isso renovámos completamente o projeto, com melhorias no conjunto aerodinâmico, na ergonomia e também um novo layout de quadro. A experiência é sempre a chave para a evolução e também nos dá a direção.”
Zambenedetti acrescentou que a nova moto reduz o peso nas massas não suspensas em comparação com a anterior. Isto deve-se ao braço oscilante de dupla face, que consegue ser mais leve do que o sistema monobraço da versão antiga, sem comprometer a estabilidade.
“O ponto mais fraco da moto anterior era a traseira, digamos, a suspensão e o layout”, explicou.
“Por essa razão, aplicámos a nossa experiência, alterando completamente o layout do quadro — especialmente a traseira da moto, o que é evidente com o novo braço oscilante de dupla face.”
E concluiu: “Reduzimos algum peso nas massas não suspensas, o que é realmente importante para extrair o melhor desempenho dos pneus. Mantemos a nossa filosofia de tirar o máximo partido da experiência em competição e tentar aplicar o máximo possível na moto de estrada, porque atingimos aquilo que consideramos ser os limites da solução com monobraço e precisávamos de dar um passo em frente.”
















