A carreira de Danilo Petrucci no Campeonato do Mundo de Superbike chegou ao fim. O piloto italiano confirmou que a ronda de Jerez foi a sua última participação no campeonato.
O futuro de Petrucci estava em aberto desde meados do verão, quando a BMW decidiu não acionar uma cláusula do contrato do italiano que lhe permitiria continuar na equipa na próxima temporada. Essa decisão não significava necessariamente a sua saída da estrutura alemã, uma vez que a BMW tomou a mesma decisão em relação a Miguel Oliveira, mas acabou por renovar com o piloto português. Contudo, com a contratação de Brad Binder pela marca bávara para 2027, Petrucci viu-se obrigado a procurar alternativas para o próximo ano.
Inicialmente, uma mudança para o MotoAmerica com a BMW era uma possibilidade, mas essa opção acabou por desaparecer. A GoEleven Ducati surgiu como uma oportunidade para continuar no WorldSBK, embora tudo indique agora que o italiano deverá rumar ao MotoAmerica com a Attack Performance Yamaha em 2027.
No final do fim de semana em Jerez, Petrucci não conseguiu esconder a emoção ao confirmar que a ronda espanhola tinha sido a sua última no Campeonato do Mundo de Superbike.
«Infelizmente, quando estou realmente feliz, choro sempre. Estou a chorar muito, por isso estou mesmo muito feliz», afirmou Danilo Petrucci.
«Foi uma jornada incrível para mim. Eu vinha do nada e consegui vencer em todos os campeonatos em que participei.
Este ano foi realmente muito, muito difícil. Quero agradecer à BMW, porque me ajudou bastante. Infelizmente, os resultados não foram os que desejávamos, mas encontrei um grupo de pessoas verdadeiramente fantástico.
Só posso agradecer ao WorldSBK. Quando deixei o MotoGP, fui para o MotoAmerica e queria tentar conquistar um título mundial. A BMW era o meu objetivo.
Infelizmente, as coisas não correram como eu queria, mas dei tudo o que tinha. E essa é a sensação mais bonita.»
Petrucci confirmou então que a sua aventura no campeonato chegara ao fim.
«Esta será a minha última corrida no WorldSBK, mas estou muito feliz. A primeira vez que estive neste paddock foi em 2007, há quase 20 anos, na categoria Superstock 600. Estou realmente muito feliz.»
O italiano deixa o WorldSBK com três vitórias em corridas e 19 pódios na categoria principal, ao longo de quatro temporadas no campeonato.
«Tenho muitas, muitas recordações bonitas deste paddock», acrescentou.
«O meu primeiro pódio, o hat-trick em Cremona e a oportunidade de ser piloto oficial. A BMW é o maior construtor da Europa. Corri com a Ducati, a KTM e a BMW — nada mau para um rapaz do interior de Itália.
Queria ser campeão do mundo e foi por isso que entrei no WorldSBK. Dei o meu melhor e posso ficar feliz com isso. Há mais coisas na vida.»
Petrucci aproveitou também para agradecer a todos os que o acompanharam ao longo do percurso.
«Só posso agradecer a todos: ao WorldSBK, à BMW e a todas as pessoas que me ajudaram em casa.
A minha maior vitória é poder contar esta história. É algo que me faz sentir verdadeiramente realizado.
Tenho muito orgulho em ver tantas pessoas dizerem que vão sentir a minha falta. Demorei cerca de 15 minutos a atravessar a via das boxes, tal era o número de pessoas que se aproximavam de mim.
Quero agradecer a todos. Foi uma jornada incrível. Nunca teria imaginado viver algo assim.
Ganhar no MotoGP, vencer no Dakar, regressar às corridas de velocidade e continuar a vencer…
Se, quando era criança, tivesse existido um piloto como eu, ele teria sido o meu ídolo. É uma sensação incrível poder dizer isto.»














