Nicolò Bulega voltou a confirmar o seu estatuto de referência em Magny-Cours ao terminar o segundo treino livre do Mundial de Superbike na liderança. O piloto da Aruba.it Racing Ducati registou um tempo de 1:35.916, mantendo-se no topo da tabela combinada desta sexta-feira, depois de já ter sido o mais rápido no FP1 com um registo ainda mais rápido de 1:35.556.
A sessão voltou a evidenciar a competitividade da Ducati Panigale V4 R, com Yari Montella a terminar em segundo lugar, apenas 0,125 segundos atrás de Bulega. Sam Lowes foi terceiro, a 0,215s, enquanto Lorenzo Baldassarri e Iker Lecuona completaram os cinco primeiros classificados, todos separados por pouco mais de duas décimas do líder.
A melhor Yamaha foi a de Xavi Vierge, que garantiu o sexto posto, a 0,373s da referência, numa sessão em que vários pilotos conseguiram aproximar-se dos tempos da frente.
Entre os destaques da sessão esteve Miguel Oliveira, que levou a BMW M 1000 RR da ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team ao sétimo lugar. O piloto português assinou um tempo de 1:36.396, ficando a apenas 0,480 segundos de Bulega e mostrando uma evolução significativa face ao FP1, onde tinha terminado na 16.ª posição.
Oliveira completou 20 voltas durante a sessão e confirmou os sinais positivos deixados nos testes realizados em Magny-Cours durante o verão. O português foi o melhor piloto BMW no FP2, superando o colega de marca Danilo Petrucci, que terminou apenas na 18.ª posição. Além disso, ficou a menos de meio segundo da liderança e inserido num grupo extremamente compacto, com apenas cinco décimas a separarem os sete primeiros classificados.
Garrett Gerloff colocou a Kawasaki na oitava posição, à frente de Alberto Surra e de Alex Lowes, que fechou o top 10 com a bimota KB998 Rimini.
Mais atrás, Álvaro Bautista foi apenas 15.º, enquanto Andrea Locatelli não foi além do 19.º lugar. A sessão ficou também marcada pela forte presença das Ducati nos lugares cimeiros, ocupando quatro das cinco primeiras posições.
Com o primeiro dia de ação concluído, Bulega surge como o homem a bater em Magny-Cours, mas a curta diferença entre os principais candidatos promete uma luta intensa nas sessões de sábado. Para Miguel Oliveira, o sétimo lugar e a proximidade ao topo representam um passo importante na adaptação ao circuito francês e deixam boas perspetivas para a Superpole e para a primeira corrida do fim de semana.
















