Bulega, Bulega e mais Bulega. Nicolò voltou a fazer o pleno na ronda de Magny-Cours, levando a sua Ducati à vitória e dominando completamente o fim de semana francês. Um desempenho avassalador do piloto da Aruba.it Racing Ducati, que chega agora a Cremona em grande forma para aquela que será uma ronda muito especial diante do público italiano.
O número 11 celebrou mais um triunfo, mas já olha para o futuro, consciente de que as próximas semanas poderão ser decisivas. Antes de Misano, é esperado o anúncio oficial da sua passagem para a categoria rainha do motociclismo.
“Sempre que o Iker consegue fazer algo mais, eu tento fazer ainda melhor”, começou por dizer Bulega.
“Não é verdade que não tenha rivais. Quando ele começou a aproximar-se e tivemos algumas batalhas, diverti-me bastante. Foi muito bom. Estou feliz porque, quando estava atrás dele, percebi que tinha algo mais. Já tinha falado disso esta manhã e depois consegui impor o meu ritmo. O Iker esteve muito forte, fez 1m34,7s esta manhã com o pneu SCX, que é um tempo realmente muito bom.”
Questionado sobre se a estratégia passou por atacar desde o início para evitar uma luta direta com Lecuona nas primeiras voltas, respondeu:
“Sim. Esta manhã percebi que o Iker estava a tentar encontrar uma forma de me travar, por isso decidi não lhe dar essa oportunidade nas primeiras voltas. Tentei impor o meu ritmo desde as primeiras curvas e funcionou.”
Sobre os próximos dias, que poderão trazer novidades importantes para a sua carreira, Bulega mostrou-se cautelosamente otimista.
“Espero que os próximos dias e as próximas semanas sejam positivos para mim. Para já, estou feliz por ter vencido e quero desfrutar deste momento até Cremona. Depois chegarei a Cremona e gostaria de vencer lá, porque é a minha corrida de casa. É a Ducati, sou italiano: seria fantástico.”
O italiano confirmou ainda que pretende marcar presença no Grande Prémio de Itália de MotoGP, em Misano.
“Sim, penso que vou lá, talvez apenas por um dia. Prefiro ver as corridas no sofá. Com ar condicionado também não se está nada mal!”, brincou.
“Mas sim, certamente estarei um dia em Misano.”
Quanto aos testes com a Ducati de MotoGP, revelou quando voltará a pilotar a moto da categoria rainha.
“Não será esta semana, mas na seguinte. Em Mugello, antes de Cremona.”
Questionado sobre a diferença de rendimento para os restantes pilotos Ducati, Bulega admitiu não ter uma explicação clara.
“Não sei. Acho que o Iker é muito forte. Mas sempre que ele consegue fazer algo mais, eu quero fazer ainda melhor. Penso que é isso que temos feito desde o início do ano. As motos do Montella e dos outros pilotos Ducati são muito parecidas, praticamente iguais à nossa. Acho que eu e o Iker somos um pouco mais fortes do que os outros, mas não sei explicar exatamente porquê. Tem sido assim desde o início da temporada.”
O líder do campeonato confessou ainda que gostaria de ter mais corridas disputadas até à última volta.
“Sim, gostava de ter mais batalhas como a desta manhã, tal como as que tive no ano passado com o Toprak. Mas, no final, quando consigo impor o meu ritmo e pilotar a moto da forma que gosto, como aconteceu hoje, também é bom vencer com alguns segundos de vantagem.”
Bulega acredita que as batalhas com Toprak Razgatlioglu em 2025 foram fundamentais para a sua evolução.
“Sim, aprendi muito com o Toprak. No ano passado tínhamos uma moto que não era antiga, mas também não era tão nova como a que temos agora. Esta moto representa um passo em frente muito grande. O Toprak foi muito forte e aprendi muito com ele. Quando o via ganhar corridas, recordava algumas das batalhas que tivemos no ano passado.”
Por fim, comentou as recentes declarações de Razgatlioglu, que afirmou sentir que conduz uma Superbike quando pilota uma MotoGP.
“Não, porque eu e o Toprak temos estilos de pilotagem muito diferentes. Se se lembram, no ano passado ele era muito forte sobretudo em determinadas fases da curva, enquanto eu tinha outros pontos fortes. Eu sou rápido, mas não da mesma forma que o Toprak. A minha velocidade a meio da curva é melhor. E na MotoGP, com toda esta aerodinâmica, é preciso ser muito rápido precisamente nessa fase. Por isso, se um dia for para a MotoGP, não quero dizer que será fácil, mas talvez o meu estilo de pilotagem se adapte melhor a este tipo de moto.”
















