Um ano após a introdução da nova Ducati Panigale V4 R, a BMW prepara-se para lançar uma nova M1000 RR no Mundial de Superbike, mas, segundo o diretor da equipa ROKiT BMW Motorrad, Shaun Muir, ainda é difícil saber se isso será suficiente para desafiar a Panigale, que continua invicta em 2026.
Após 24 corridas disputadas na temporada de 2026, a nova Panigale V4 R venceu as 24 provas: 23 graças a Nicolò Bulega e uma através de Iker Lecuona. O domínio é tão avassalador que a Ducati já garantiu o título de construtores após apenas oito rondas, antes mesmo da pausa de verão, enquanto a equipa oficial conquistou igualmente o campeonato de equipas.
A diferença entre a Ducati e o restante pelotão é tão significativa que apenas motos totalmente novas parecem capazes de reduzir essa vantagem sem qualquer intervenção do regulamento. No entanto, uma nova homologação não traz garantias automáticas de sucesso.
Atualmente, a BMW é o único fabricante que deverá introduzir um modelo completamente novo em 2027. A renovada M1000 RR contará com a terceira geração do quadro M Motorsport, apresentando paredes do quadro 30% mais finas, uma redução de peso de 1,3 kg e uma rigidez estrutural revista.
Contudo, resta saber se essa nova moto será suficiente para colocar a BMW ao nível da Ducati.
Questionado sobre o potencial da nova máquina durante a ronda britânica do Mundial de Superbike, Shaun Muir mostrou cautela:
“É difícil dizer. Obviamente, já temos testado muito do material que fará parte desta moto através da nossa equipa de testes.”
Muir acredita que a BMW ainda não conseguiu tirar tudo o que a atual M1000 RR pode oferecer.
“Uma coisa é certa: ainda não explorámos totalmente os benefícios e o potencial do pacote atual. Perdemos muito tempo de pista e ainda há muito que ficou por aproveitar. Isso é bastante claro.”
O responsável britânico destacou ainda a situação de Miguel Oliveira, que continua a adaptar-se a vários circuitos onde tem pouca experiência.
“Há pistas onde vamos competir e onde o Miguel não corre há muitos anos. Precisamos desse tempo em cima da moto e, até esgotarmos todo o potencial do que já temos à nossa disposição, é difícil perceber exatamente o que iremos ganhar com a próxima versão.”
Apesar das dúvidas sobre o verdadeiro impacto da nova moto, Muir mostra-se confiante de que a BMW está a evoluir na direção certa.
“Tudo o que sabemos é que aquilo que está a chegar é melhor. Não podemos estar aqui agora a dizer se será melhor na eletrónica, no quadro ou no motor, mas o pacote global está a evoluir. Isso é bastante evidente pelo trabalho que temos desenvolvido com a equipa de testes.”
Com a nova M1000 RR prevista para 2027, a BMW espera finalmente encontrar uma resposta para o domínio da Ducati e voltar a lutar regularmente pelas vitórias e pelos títulos no Mundial de Superbike.
















