A BMW atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos no Campeonato do Mundo de Superbike. Apenas alguns meses depois de dominar a categoria com Toprak Razgatlioglu, a marca alemã encontra-se longe da luta pelas vitórias e obrigada a repensar o rumo do seu projeto. Os resultados discretos de Danilo Petrucci e Miguel Oliveira, especialmente em Donington Park, fizeram soar todos os alarmes.
Embora a BMW tenha mostrado sinais de competitividade esta temporada em circuitos como Portimão ou Balaton Park, a realidade é que esses resultados não foram suficientes para lutar regularmente com a Ducati e os restantes fabricantes de referência.
Muir admite que a equipa se afastou do caminho que a conduziu ao sucesso com Razgatlioglu:
“Precisamos de analisar o que aconteceu e reagir. Acreditamos que identificámos o problema e agora precisamos de o resolver.”
Mais tarde, foi ainda mais claro ao explicar a origem da situação:
“Temos uma base muito sólida construída ao longo dos anos por Michael van der Mark e Toprak. Afastámo-nos dessa direção porque procurávamos algo mais. Estávamos convencidos de que, com o pacote atual, poderíamos lutar constantemente pelo pódio, embora não pelas vitórias. Essa é a realidade.”
Apesar das dificuldades, o responsável acredita que o potencial da BMW M 1000 RR continua presente:
“Não perdemos essa base técnica. Precisamos apenas de descobrir como regressar ao caminho certo.”
Um dos aspetos que mais preocupa a BMW é a falta de confiança transmitida pela moto, algo que afeta diretamente o desempenho dos pilotos.
Ainda assim, a realidade é clara: a BMW passou, em pouco tempo, de dominar o campeonato com Toprak Razgatlioglu a procurar respostas para devolver Miguel Oliveira e Danilo Petrucci às posições da frente. Os testes de Magny-Cours e Estoril poderão ser decisivos para perceber se este “novo começo” de que fala Shaun Muir será suficiente para recolocar a marca alemã na luta pelos pódios.
















