Uma corrida prudente bastou para a conquista do WorldWCR
A super-estrela espanhola Maria Herrera tornou-se a primeira piloto a conquistar múltiplos títulos do Campeonato do Mundo de Velocidade Feminina (WorldWCR), superando mais uma vez as suas rivais.
Maria Herrera (Terra & Vita GRT) garantiu o seu segundo título consecutivo no Campeonato do Mundo Feminino em duas temporadas, após uma campanha incrível em 2026. Mais uma vez, a piloto número 6 superou as suas adversárias, defendendo o seu título apesar da forte concorrência de Beatriz Neila (Ampito Crescent) e Paola Ramos (Klint Racing) ao longo da temporada. 5º lugar na corrida de hoje, com mais uma ainda por disputar amanhã, foi o bastante para converter a vantagem pontual numa margem irreversível para a candidata Beatriz Neilla (36)

NOVA CONCORRÊNCIA, SEM PROBLEMAS
O cenário de 2026 foi semelhante ao do ano anterior: Herrera enfrentou duas ou três pilotos e, na maioria das vezes, levou a melhor, conquistando o título. No ano passado, as suas principais rivais foram Neila e Chloe Jones (Monster Energy Crescent); este ano, foram Neila e Ramos — embora Muklada Sarapuech (AD78 FIMLA) e Roberta Ponziani (Klint Racing) também se tenham mantido próximas com frequência. A chegada de Ramos não abalou Herrera, que seguiu firme rumo à sua segunda conquista.
DISPUTAS ATÉ À ÚLTIMA VOLTA
O WorldWCR assistiu a várias disputas decididas apenas na última volta ao longo das suas três temporadas, e isso continuou em 2026. A etapa de abertura, em Portimão, terminou com uma batalha épica entre Herrera, Neila e Ramos, enquanto em Assen se repetiu a história de 2025, com Neila e Herrera frente a frente mais uma vez. Em Misano, ocorreram dois confrontos memoráveis: a primeira corrida foi decidida nos instantes finais entre Herrera e Neila, e a segunda seguiu o mesmo ritmo, com Herrera a conquistar um importante duplo triunfo em Itália.
A temporada ficou marcada, em grande parte, pelo duelo entre Herrera e Neila; desta vez, a piloto número 6 garantiu, na maioria das ocasiões, cruzar a linha de meta à frente da número 36. Embora as disputas na última volta tenham marcado a temporada, houve também um confronto crucial logo na primeira volta: na Corrida 1 em Donington Park, as duas protagonistas chocaram nas curvas 6 e 7, resultando na saída de Neila da corrida. Chegou a acreditar que tinha conquistado o título na Corrida 2 em Donington, mas um castigo após a corrida, resultante de uma colisão com Ramos, fez com que a decisão do campeonato fosse adiada para Jerez — pelo terceiro ano consecutivo. Ainda assim, Maria chegou a Jerez com uma vantagem de 44 pontos, que soube gerir para garantir o seu segundo título.

NOVA EQUIPA, MESMO RESULTADO
Para 2026, Herrera tomou uma decisão ousada: deixou a Klint Racing — equipa com a qual tinha conquistado o título — para se juntar à Terra & Vita GRT. Por sua vez, a sua antiga equipa contratou Ramos, após a impressionante participação da piloto como ‘wildcard’ em Jerez. A mudança de equipa não afetou as aspirações de Herrera ao título; iniciou a época em Portimão com uma vitória, mantendo esse ritmo ao longo de todo o ano.
PIONEIRA CONTINUA A FAZER HISTÓRIA
Herrera continua a ser uma pioneira no motociclismo. Desde a sua épica disputa com o campeão de MotoGP de 2021, Fabio Quartararo, no FIM CEV Repsol em 2014, até à sua presença constante na zona de pontuação em vários campeonatos e taças do mundo, Herrera tem deixado a sua marca. Agora, conquista o seu segundo título mundial, tornando-se a primeira bicampeã do WorldWCR — recorde-se que em 2024, quase conquistou o título inaugural da categoria, que acabou por ir para Ana Carrasco.















