A redução de potência na MotoGP em 2027 pode tornar as Superbikes mais rápidas que os protótipos, gerando incerteza sobre o futuro da categoria.
A reforma regulamentar da MotoGP prevista para 2027 promete mexer também com o Mundial de Superbikes (WSBK). Com motores mais pequenos (850cc em vez de 1000cc), proibição dos dispositivos de regulação de altura, menor liberdade aerodinâmica e combustível totalmente sintético, os protótipos da classe rainha deverão registar tempos por volta mais lentos, levantando dúvidas sobre se as Superbikes não passarão a ser as motos mais rápidas em pista.
Stefano Cecconi, proprietário da equipa Aruba Ducati, partilha da curiosidade:
“Em 2027 a MotoGP terá 850cc, sem ride-height devices e com pneus Pirelli. Se reduzirmos potência, retirarmos dispositivos e colocarmos Pirelli, temos… uma Superbike”, comentou em entrevista à Speedweek, em tom de brincadeira.

O dirigente admite não saber qual será o caminho: “Se nos aproximarmos demasiado das motos de estrada, arriscamos descaracterizar a categoria. Já hoje uma Ducati Panigale V4R de produção pode atingir 240 cv com ajustes mínimos. Seria absurdo abrandar uma moto de série para correr em Superbikes.”
A FIM e a Dorna poderão recorrer ao controlo do fluxo de combustível para gerir a potência, uma solução que a Ducati já enfrentou esta temporada, com sucessivas reduções no limite permitido. Ainda assim, Cecconi acredita que a evolução não depende apenas do motor: “A nova Panigale aposta muito no quadro e em soluções como o braço oscilante. Mesmo com menos potência, o ganho de aderência mecânica faz diferença.”
O futuro, contudo, continua em aberto. “Tudo depende das regras”, sublinha Cecconi. “Se as melhorias de motor deixarem de ter impacto, como acontece no Mundial de Supersport, não haverá incentivo para investir em desenvolvimento.”
Fonte: Speedweek
















