Embora, até hoje nenhum piloto tenha sido sancionado por isso, o Dakar suspeita
que sejam utilizados telemóveis ou dispositivos GPS para armazenar informações
sobre o percurso. Ora, com isto, a navegação acaba por ser facilitada, prejudicando
assim a concorrência. Este problema é visto por muitos como o doping do Dakar,
na medida em que dá vantagem a quem o faz.
“Na edição de 2020, está previsto que os telemóveis sejam deixados numa
caixa que será selada no início da prova e verificada no final”, explicou David
Castera, o novo diretor do evento.
Esta faz parte de um série de medidas que a organização vai tomar no próximo ano para garantir uma competição limpa e justa para todos os participantes. O telemóvel não era proibido pelo regulamento, mas não podia estar ao alcance dos pilotos ou ter dispositivos de geolocalização instalados. No entanto, nos dias que correm, todos os modelos, até mesmo os smart watches, contam com esse tipo de tecnologia.
Esta nova regra será complementada com a implementação de câmaras 360º que vão monitorizar o interior dos veículos. “Vamos instalar nos primeiros 25 todos os dias para ver o que acontece no interior. O objetivo é impedir o uso do telefone ou de qualquer tipo de dispositivo GPS para obter uma vantagem na rota”, garantiu Castera.
Foto: @World / ASO / Charly López














