MotoGP,2020: Petrucci em retrospetiva

Por a 19 Maio 2020 15:30

“Claro que não fiquei feliz com o ano passado”, reconhece o popular vencedor italiano de MotoGP

Ainda há muito para saber sobre Danilo Petrucci da Ducati Team, e aqui trazemos os desabafos do amável italiano sobre alguns temas difíceis, como quase desistir das corridas em 2014.

Petrucci também é honesto quando se trata de falar sobre o seu primeiro ano a usar o vermelho oficial da Ducati. 2019 foi um conto de duas metades para o vencedor da corrida de Mugello, e Petrucci partilha os seus pensamentos sobre o que aconteceu após as férias de verão.

Petrucci tem treinado em MX

“De certeza que não fiquei contente com o ano passado. Porque a diferença entre a primeira e a segunda parte da época foi muito, muito pronunciada”, diz Petrucci. “Estava a lutar pelos três primeiros na primeira parte e na segunda parte estava no top 10, mas não muito competitivo. Tentei encontrar uma explicação, mas não encontrei nada de realmente importante. Não tenho uma resposta, ou uma razão para que na segunda parte do campeonato não tivesse sido realmente competitivo.”

“Talvez fosse porque nos últimos três anos sempre tive um contrato de um ano e sempre tive de provar à Ducati, à Pramac e a mim mesmo que sou capaz de andar numa equipa de fábrica. Houve uma altura em que cheguei a pensar que não era suficientemente bom e em desistir das corridas… Por isso, talvez tenha dado o litro nos primeiros sete meses do ano. Acordei depois do Sachsenring na segunda-feira, venci o Dovi no dia anterior e olhei para o campeonato e estava em terceiro, a quatro pontos do Dovi, por isso pensei que talvez pudesse ser o piloto que poderia lutar com o Marc… Talvez tenha tido muita pressão na segunda parte, comecei a… não “pensar muito”, mas comecei a andar com mais força, demasiado instinto… sempre dei 101% , mas tive acidentes ou cometi erros estúpidos.”

“No MotoGP, para se estar entre os três primeiros, é preciso estar sempre a 100%, não é 98% ou 97%. Porque se estás a lutar pelos três primeiros, a 98% de repente achas-te na 8ª, 9ª ou 10ª posição… Talvez fosse demasiada pressão que eu estava a colocar sobre mim mesmo, porque nunca tinha olhado para a classificação antes desse tempo.”

Petrucci está entusiasmado com o regresso em Julho proposto pelo MotoGP às corridas, no Circuito de Jerez-Angel Nieto, e falou de uma eventual mudança para os ralies, de como vencer em Mugello “não era o seu sonho”, de ter sido um cadete da polícia e muito mais, mas diz o quanto sente falta de andar de moto, agora que a época parece, finalmente, prestes a começar a sério…

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