Depois de fazer a sua 372.ª e última partida na categoria rainha em 2021, no Grande Prémio da Comunidade Valenciana, Valentino Rossi retirou-se dos Grandes Prémios.
Apesar de muitos dos seus antigos rivais — incluindo os também chamados “aliens” Casey Stoner, Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa — terem passado a desempenhar funções como pilotos de testes após as suas carreiras a tempo inteiro, Rossi não voltou a pilotar uma moto de MotoGP desde então.
Durante um jantar especial do MotoGP Hall of Fame na temporada passada, cujo vídeo foi posteriormente divulgado pelo MotoGP.com, Rossi foi questionado por Dani Pedrosa sobre quando voltaria a pilotar uma moto de MotoGP.
“Nunca”, respondeu Valentino Rossi. “Muita gente pergunta-me isso, se quero testar uma moto de MotoGP. Mas quando já não estás a competir, não és obrigado a fazê-lo. Sinceramente, não sinto falta disso. Não quero voltar a pilotar uma.”
Isso não significa que Rossi tenha deixado de gostar de motos. O nove vezes campeão do mundo — que depois do MotoGP passou para as corridas de carros de resistência — explicou que continua a divertir-se a andar de moto com os pilotos da VR46 Riders Academy.
“Normalmente ando com uma Yamaha YZF-R1, às vezes com uma Yamaha YZF-R6. Também usamos motos pequenas, como as Ohvale. Treino com os rapazes, com Francesco Bagnaia, o meu irmão Luca Marini, Marco Bezzecchi, Franco Morbidelli…”
O antigo colega de equipa e rival pelo título Jorge Lorenzo — atualmente treinador de pilotos de Maverick Viñales — perguntou então a Rossi, que também é proprietário da equipa Pertamina Enduro VR46 Racing Team, que tipo de conselhos costuma dar.
“Vou observá-los na pista, ver que tipo de coisas estão a fazer e se são melhores ou piores do que os outros”, explicou Rossi. “Também os ajudo na forma de gerir um fim de semana de corrida e em como lutar nas batalhas em pista.”
E quem é o mais forte? — perguntou Lorenzo.
“Neste momento, o piloto em melhor forma é o Marco Bezzecchi”, respondeu Rossi.
Bezzecchi viria a terminar o campeonato do mundo em terceiro lugar pela Aprilia, com três vitórias em Grandes Prémios.
O italiano acabou ainda por vencer a corrida de abertura da temporada de 2026 na Tailândia, partindo da pole position, redimindo-se depois de ter caído quando liderava nas primeiras voltas da Sprint.
















