Francesco Bagnaia acredita que a Ducati não precisa de introduzir novas soluções para tornar a Desmosedici GP26 mais competitiva, mas admite que aquilo que realmente gostaria de ver regressar à moto dificilmente acontecerá.
O bicampeão do mundo confessou após o difícil Grande Prémio de Aragão que está a atravessar “o pior período” da sua carreira, numa fase marcada pelas dificuldades em encontrar aderência com a Ducati de 2026.
Trata-se de um problema que se agravou desde a pausa de verão, culminando com as quedas sofridas nos Grandes Prémios da Grã-Bretanha e de Aragão.
Falando antes da ronda caseira de Misano, no Grande Prémio de San Marino, Bagnaia revelou que a Ducati continua a trabalhar para melhorar a GP26.
“Como disse em Aragão, este é seguramente o pior período porque sei que consigo fazer melhor, mas não estou a conseguir fazê-lo”, afirmou na quinta-feira.
“Estou a ter dificuldades em adaptar-me a esta moto e os últimos dois fins de semana foram muito complicados.”
Apesar das dificuldades, o piloto italiano garante que a única solução é continuar a trabalhar.
“Mas é o que é e temos de nos levantar, tal como já fizemos noutras ocasiões no passado.”
Bagnaia surpreendeu ao defender que a Ducati não necessita de novas evoluções para resolver os seus problemas.
“Acho que eles estão a trabalhar. Estou bastante convencido de que não precisamos de coisas novas.”
O italiano foi ainda mais longe ao explicar aquilo que considera ser a verdadeira solução.
“Estou bastante convencido de que precisamos de coisas antigas.”
No entanto, reconhece que essa possibilidade dificilmente se concretizará.
“Mas esta é a moto que temos e os outros pilotos estão a ser rápidos com ela. Portanto, o problema é meu e sou eu que tenho de me adaptar.”
As declarações ganham ainda mais peso tendo em conta o desempenho do seu companheiro de equipa Marc Márquez, atualmente segundo classificado no campeonato, a apenas 19 pontos da liderança, depois de conquistar a sua quarta vitória da temporada em Aragão aos comandos da mesma GP26.
Desde o início da época passada, Bagnaia tem referido várias vezes que se sentia mais competitivo com a especificação Ducati de 2024. Em Misano voltou a recordar o potencial dessa moto, numa comparação indireta com os progressos apresentados pela Aprilia.
Questionado sobre a forma como gere a frustração desta fase complicada, Bagnaia respondeu com sinceridade.
“Sou humano.”
“A forma de lidar com isto é trabalhar.”
Segundo o italiano, a frustração é inevitável para qualquer piloto habituado a lutar pelas vitórias.
“A frustração faz parte deste trabalho. É normal.”
“É impossível não ficar frustrado às vezes e, quando queremos ganhar e estar na frente, é normal que uma situação destas nos deixe zangados e frustrados.”
Ainda assim, Bagnaia acredita que este momento poderá servir como combustível para regressar ao seu melhor nível.
“Mas faz parte do processo e vai dar-me motivação para melhorar.”
















