O piloto da Pramac Racing falou após a corrida de domingo em Silverstone, onde terminou na 15.ª posição. A Yamaha não atravessa o seu melhor momento e, além disso, Toprak Razgatlioglu continua a dar os primeiros passos no MotoGP. Por isso, o turco prefere concentrar-se nos aspetos positivos e em tudo o que tem aprendido a cada fim de semana. As suas declarações foram recolhidas pelo site https://www.motosan.es.
Sobre a corrida e o duelo com Pol Espargaró, Toprak explicou:
“Na última volta ele travava-me em todas as curvas pelo interior. No final não cometi o mesmo erro duas vezes porque o sistema ativa-se demasiado cedo, numa das quatro saídas. Na curva cinco não consigo inclinar a moto. Perco quase 0,05 segundos em duas voltas. Ele ultrapassou-me e começámos um pouco melhor com ele. No fim, apenas tentei ultrapassá-lo. Em alguns setores sou rápido, mas noutros é a moto que faz a diferença, sobretudo na reta, onde esta moto é realmente rápida. Mas, mais uma vez, tentei, embora estivesse demasiado longe para o ultrapassar. Terminámos muito perto, mas para mim é muito difícil porque os pneus e a mecânica não me facilitam a tarefa.”
Toprak reconhece que ainda precisa de ganhar experiência:
“Acho que estive melhor do que no sábado, mas no geral ainda não. Temos de aprender mais. Neste circuito, nas curvas, é preciso esperar mais para encontrar o ponto certo para levantar a moto. Isto é muito difícil para mim neste momento porque nunca tinha corrido aqui e continuo a pilotar muito ao estilo das Superbikes. Em muitas curvas é preciso travar e levantar a moto. Aqui, por exemplo, estou a pilotar muito melhor. Mas também tenho de aprender este estilo porque no próximo ano vou voltar a correr neste circuito.”
O turco garante que não coloca pressão extra sobre si próprio:
“Estou apenas a tentar aprender. Terminámos em 15.º, mas para mim foi uma corrida melhor. Estou focado apenas no que aprendi este fim de semana. Isso é muito importante porque no próximo ano tudo será diferente. Tenho de adaptar o meu estilo de pilotagem à moto devido aos pneus Pirelli.”
Sobre a próxima ronda, Razgatlioglu mostrou cautela:
“Veremos em Aragão, porque é um circuito muito complicado para mim e para o meu estilo. Nas Superbikes fizemos corridas muito boas lá, mas veremos como será com uma moto de MotoGP.”
O piloto continua a encarar cada Grande Prémio como mais um passo na sua evolução:
“Agora estou concentrado no que aprendi este fim de semana. Sinto-me um pouco otimista. Veremos em Aragão. Espero que tenhamos melhorado alguma coisa e também espero conseguir estar ao nível dos outros pilotos Yamaha, porque esse é o objetivo neste momento.”
Toprak explicou também as dificuldades adicionais que enfrenta em comparação com os restantes pilotos:
“Prefiro não falar de pistas melhores ou piores, mas sim de estilos diferentes. Como utilizam pneus diferentes, isso faz uma enorme diferença. Quando começo na sexta-feira tento adaptar-me aos pneus, conhecer o circuito e aprender curva a curva, especialmente a curva oito, que é muito difícil para mim. Enquanto isso, os outros pilotos pensam apenas em qual o melhor pneu a utilizar. Eles têm tudo muito claro, enquanto eu tenho muitas coisas na cabeça. E isso também é complicado.”
Apesar das dificuldades, o objetivo para a época continua inalterado:
“O meu objetivo este ano era terminar no top 10. Continua a ser esse o objetivo porque já consegui tirar o máximo partido da situação. Nas últimas dez corridas vou tentar alcançar resultados dentro do top 10. Não sei, talvez consiga melhorar ainda mais e talvez possamos terminar entre os dez primeiros em algumas corridas. Se isso acontecer, ficarei muito feliz.”
O piloto da Pramac mantém uma atitude positiva:
“Estou focado apenas no que aprendi este fim de semana. Aprendi muito, sobretudo sobre a travagem com o motor, porque nem tudo se trava apenas com o motor. Veremos o que acontece em Aragão.”
E concluiu:
“Nunca digo que uma pista é horrível ou que não é para mim. Gosto dos circuitos antigos e acho que os pilotos precisam de correr neles. Sei que todos têm uma pista favorita; a minha é Portimão nas Superbikes. Vamos ver o que acontece com a MotoGP. Espero que, quando chegarmos a Portimão, consigamos resultados especiais.”
















