Em vez de se definir, o Campeonato está cada vez mais em aberto com 5 candidatos ao título
Estamos a meio da temporada de MotoGP de 2026, com um bom intervalo até à próxima corrida em Inglaterra a 9 agosto.Talvez seja a hora de rever como vai o campeonato, que está longe de estar decidido, com o forte regresso de Marc Márquez, os azares de Marco Bezzecchi nas últimas corridas e a supresa de Ai Ogura.

Como as coisas estão, os cinco primeiros classificados, Martin, Ogura, Bezzecchi, Márquez e DiGiannantonio estão separados por apenas 24 pontos, depois de Ai Ogura e Marc Márquez terem protagonizado duas espetaculares reviravoltas a meio da temporada.
Ultimamente, não só, entre quedas e castigos, Bezzecchi perdeu uma liderança que chegou a parecer considerável, pois até Mugello tinha estado sempre no pódio e contava 4 vitórias, mas de resto todos os outros vencedores tinham ganho apenas uma vez: Alex Márquez em Espanha, Martin em França e DiGiannantonio na Catalunha.

Então, chegou o expresso Marc Márquez, que de repente, num dos seus regressos à forma, ganhou na Hungria, Chéquia e Alemanha, saltando de 5º para 3º… o domínio até podia ser justificado em parte por uma melhoria da Ducati oficial, porque ao mesmo tempo, Bagnaia, que nos primeiros GPs do ano se arrastava, mal entrando no Top 10, também começou a conseguir uma série de pódios, 4 terceiros consecutivos entre a Catalunha e Brno e mesmo vitória na Sprint no traçado Checo.

Se a melhoria de Marc Márquez poderia ter sido, até certo ponto previsível, mais a mais com a época a chegar aos seus circuitos fortes com traçado para a esquerda, já nada preparara o mundo para a subida de forma súbita de Ogura… ou melhor, a Aprilia já se revelara como a moto mais competitiva na grelha, até com monopólios do pódio em França e na Holanda, mas o brilho inicial fora das oficiais negras e, em termos da satélite Trackhouse, viera até de Raul Fernández, mais do que de Ogura, com um pódio na corrida de abertura na Tailândia e vitória na sprint em Itália, enquanto nessa fase o japonês tinha apenas um 3º em Le Mans sob o seu nome.

Depois, há 3 corridas atrás, qualquer coisa parece ter engatado na mente do japonês, que subiu a 2ª em Brno antes de vencer com autoridade na Holanda, com aquele vexante estilo relaxado que faz parecer fácil chegar aonde os outros parecem andar para lá do limite, repetindo com outro 2º na alemanha perante a investida de Márquez…
O campeonato também não decorreu sem controvérsias, a mais grave delas a envolver várias quedas graves na primeira curva, que a dada altura tinham afastado Zarco, Alex Márquez, Martin, Bezzecchi e Di Giannantonio, o que levou a organização a adiantar medidas que estavam a ser contempladas só para 2027: com efeito imediato, maior separação das filas e das motos na grelha e falou-se mais uma vez da proibição dos ajustadores de suspensão no arranque. O aumento dos espaços na grelha parece ter dado resultado, separando as motos no arranque, o resto ainda está por ver, incluíndo a sugestão de eliminar a segunda moto, que parece ter sido torpedeada pela KTM.

Depois, as mudanças de equipa e boatos estão a ocorrer cada vez mais cedo, este ano porque, com o primeiro treino nos protótipos de 2027 equipados com pneus Pirelli, havia necessidade de definir mais cedo quem estará a pilotá-los…
Para já, em 2027 Acosta estará ao lado de Márquez na Ducati, Bagnaia vai para a Aprilia com Bezzecchi, Martin salta sensacionalmente para a Yamaha ao lado de Ogura, e Quartararo, não menos bombasticamente, vai para a Honda ao lado de Diogo Moreira… KTM com Alex Márquez e DiGia, além de Marini na Tech3, enquanto a VR46 terá Bulega e Aldeguer e a Gresini Mir (melhor arranjarem um patrocinador de fibras) e Holgado… mais tristemente, tudo indica que Binder, Miller, Morbidelli, Viñales e Rins ficarão de fora, tendo sido antecedidos por Miguel Oliveira apenas um ano…















