Fabio Di Giannantonio viveu um momento verdadeiramente aterrador quando, logo após Álex Márquez ter embatido em Pedro Acosta, viu uma série de peças da Ducati voarem na sua direção. O italiano não conseguiu evitar uma das rodas, que atingiu a sua moto e provocou a queda. Ainda assim, conseguiu levantar-se e regressar à pista; e apesar da dor, protagonizou uma recuperação impressionante até alcançar a vitória.
Valentino Rossi, presente no circuito de Montmeló, foi testemunha da proeza do seu piloto. O ex-piloto falou ao canal Sky após a corrida, fazendo o balanço de um dia complicado, mas que acabou por terminar da melhor forma. “Meu Deus, que medo”, começou o italiano ao recordar o acidente entre Álex Márquez, Pedro Acosta e Di Giannantonio. “Foi duro. Foi algo feio. Estava lá e vi tudo. O ‘Diggia’ também podia ter-se magoado, mas foi um dragão, um animal. Foi realmente forte ao regressar; fez uma corrida incrível, foi muito rápido.”
“Fez todas as ultrapassagens como devia, não cometeu nenhum erro e nas últimas duas voltas tinha 7 a 8 décimas de ritmo face aos outros. Para mim, até era capaz de rodar em 1:40.0 se a corrida tivesse mais 30 voltas. Estamos muito orgulhosos do ‘Diggia’ e de toda a equipa. É uma grande vitória, verdadeiramente emocionante”, afirmou o de Tavullia.
“Não é como se pudesses chegar às boxes e dizer: ‘Tenho medo, não corro mais, vou para casa’”
O próprio Rossi já tinha vivido uma situação semelhante na Áustria em 2020. Zarco e Morbidelli caíram na chicane, e as motos continuaram a voar pelo Red Bull Ring. Viñales e Rossi escaparam por poucos centímetros. Felizmente, as consequências para o piloto de Cervera não foram tão graves. “Ainda bem que correu bem, porque ali, naquela reta, é estreita. Ainda bem que o Álex Márquez não bateu no muro com um ângulo mau ao cair. Espero que ele esteja bem, saiu tudo bem”, admitiu.
A decisão de voltar a alinhar na corrida, inclusive mais duas vezes, foi muito comentada nos últimos dias. “No fim, não é como se tivesses muita escolha. Não é como chegar às boxes e dizer: ‘Tenho medo, não corro mais, vou para casa’. Talvez até devêssemos fazê-lo”, concluiu.
















