A Pramac passou de 239 pontos para 37 este ano após a mudança para a Yamaha. As lesões de Miguel Oliveira e as várias desistências de Jack Miller também não ajudaram a facilitar a mudança.
A equipa Pramac Racing vive um dos momentos mais difíceis da sua história recente no MotoGP. Depois de somar 239 pontos em 2024 como satélite da Ducati, a equipa conseguiu apenas 37 pontos em 2025, após trocar as motos italianas pelas Yamaha. A mudança, que parecia estratégica, acabou por ser um desafio técnico e competitivo muito maior do que o esperado.
Ao deixar a Ducati, a Pramac procurou um papel mais proeminente como parceira direta da Yamaha, a tradicional marca japonesa que tenta reconstruir-se no campeonato. No entanto, a YZR-M1 2025 continua a ter problemas de aceleração, velocidade de ponta e desempenho eletrónico. A equipa, que antes lutava pelos pódios, agora luta para somar pontos em muitas corridas.
Além dos problemas técnicos, a equipa também tem enfrentado dificuldades com os seus pilotos. Miguel Oliveira sofreu lesões no início da temporada, perdendo rondas importantes e comprometendo tanto o desenvolvimento da moto quanto os resultados. Jack Miller, por sua vez, sofreu várias desistências, entre quedas e problemas de adaptação, e ainda não conseguiu mostrar o desempenho consistente que se esperava.
Esta combinação de fatores — moto pouco competitiva, dificuldades físicas e instabilidade dos pilotos — explica a queda abrupta no desempenho da Pramac. Mesmo assim, a equipa continua comprometida com o projeto Yamaha e procura melhorar gradualmente ao longo da temporada.
A decisão de mudar de fabricante é arriscada, mas também pode dar frutos a médio prazo, se houver paciência e investimento em desenvolvimento. A Pramac tem um histórico de superação e competitividade e conta com dois pilotos experientes e talentosos. O desafio agora é atravessar esta fase complicada sem perder a sua identidade e ambição.
















