Francesco Bagnaia está prestes a separar-se do seu chefe de equipa de longa data, Cristian Gabarrini, quando se transferir para a Aprilia na próxima temporada, segundo recentes informações vindas de Itália.
A parceria entre Bagnaia e Gabarrini começou em 2019, quando o então campeão de Moto2 subiu à categoria principal com a Ducati e a Pramac. Gabarrini acompanhou Bagnaia até à equipa oficial da Ducati em 2021, sendo o engenheiro uma peça-chave nas 31 vitórias de Bagnaia no MotoGP e nos seus dois títulos mundiais.
O lugar de Bagnaia na equipa oficial da Ducati esteve em dúvida durante o inverno, após uma difícil temporada de 2025, enquanto os primeiros rumores que ligavam Pedro Acosta ao seu lugar em 2027 praticamente confirmaram o seu futuro.
O italiano esteve perto de um acordo com a Yamaha, mas acabou por optar pela Aprilia, tendo alegadamente assinado um contrato de quatro anos com a marca. O acordo ainda não foi oficializado, estando pendente da confirmação final de um novo entendimento entre o MotoGP e os construtores.
Nas últimas semanas, no paddock discutia se Bagnaia levaria Gabarrini consigo para a Aprilia. Gabarrini já tem uma carreira de destaque no MotoGP, tendo trabalhado com pilotos como Casey Stoner e Jorge Lorenzo ao longo dos anos.
Segundo o GPOne, Gabarrini deverá permanecer na Ducati para trabalhar com o futuro reforço Pedro Acosta a partir de 2027. A publicação italiana indica que Bagnaia optou por não levar Gabarrini para a Aprilia, preferindo começar do zero na marca de Noale.
Assim, irá trabalhar com Daniele Romagnoli, que atualmente colabora com Jorge Martin e que se juntou à Aprilia no ano passado, depois de conquistar o título com o espanhol na Pramac.
É comum um piloto querer levar o seu chefe de equipa para uma nova equipa, já que este conhece bem o piloto e as suas necessidades.
No entanto, essa familiaridade também pode tornar-se um obstáculo. A KTM, por exemplo, decidiu juntar Brad Binder a um novo chefe de equipa, após considerar que a sua relação prolongada anterior poderia ter levado a alguma estagnação.
Do ponto de vista de Bagnaia, Gabarrini foi uma figura fundamental na sua carreira no MotoGP. Sair da Ducati após a temporada de 2025 e o início de 2026 abaixo das expectativas faz sentido como parte de uma mudança profunda — e separar-se de Gabarrini é visto como um passo necessário nesse processo.
A permanência de Romagnoli na Aprilia significa que Bagnaia irá trabalhar com alguém que já tem dois anos de experiência a compreender como extrair o máximo da RS-GP.
















