Após uma primeira metade da temporada de 2025 abaixo das expectativas — marcada por resultados modestos e prejudicada por mais uma lesão —, Miguel Oliveira prepara-se para atacar as restantes corridas do Grande Prémio do ano com um objetivo claro: mostrar o seu verdadeiro potencial com a Yamaha M1 e justificar a confiança depositada nele pela Prima Pramac.
A transição do piloto português para a Yamaha em 2025 foi uma das mudanças mais comentadas no mercado, com a Pramac a fazer a sua estreia como equipa satélite oficial da marca japonesa. No entanto, os primeiros meses revelaram-se difíceis para Oliveira, que teve dificuldades em adaptar-se à nova moto e foi forçado a parar devido a uma lesão sofrida nas primeiras rondas da temporada — um revés que comprometeu o seu ritmo e progresso técnico.
Agora, com o campeonato a regressar após a pausa de verão, o piloto de Almada quer dar a volta por cima e provar que continua a ser um dos nomes mais completos da grelha. Completamente recuperado fisicamente e com mais quilómetros acumulados com a M1, Oliveira tem pela frente um conjunto de circuitos onde já foi competitivo no passado — como Misano, Buriram, Phillip Island e a sua “casa” o Autódromo Internacional do Algarve — e vê esta segunda metade da temporada como uma oportunidade para recuperar terreno e confiança.
Além disso, o desempenho de Miguel Oliveira pode ser decisivo não só para o seu futuro dentro da estrutura da Yamaha, mas também para o desenvolvimento da própria moto. A marca japonesa continua empenhada em evoluir a YZR-M1 e conta com o feedback técnico dos seus pilotos de fábrica, entre os quais Oliveira desempenha um papel estratégico na equipa Pramac.
O que está em jogo na segunda metade da temporada não são apenas pontos e classificações, mas também a afirmação de Miguel Oliveira como uma peça-chave no projeto da Yamaha, num momento em que as decisões para 2026 estão a ser preparadas. Se conseguir redescobrir a velocidade e a consistência que o tornaram um vencedor do Grande Prémio no passado, o piloto português ainda pode reescrever a narrativa desta temporada — e relançar a sua carreira no MotoGP.
















