O fim de semana de Fabio Quartararo em Motegi começa sem grandes expectativas. Consciente das limitações da M1 V4, Fabio não quer criar ilusões para a 16.ª ronda da temporada, precisamente a prova caseira da Yamaha. Apesar do novo asfalto do circuito de Motegi, este fim de semana poderá representar mais um grande desafio para Quartararo, que sabe que dificilmente poderá proporcionar grandes alegrias à marca dos três diapasões naquela que será a sua última aparição conjunta perante o público japonês.
“Que podemos fazer este fim de semana? Não faço ideia. Vou simplesmente tentar dar o meu melhor, perceber se existe boa aderência e tentar perceber se conseguimos fazer um excelente time attack. Penso que é um dos aspetos em que ainda consigo estar bem com a moto, por isso o meu objetivo será tentar entrar na Q2 na sexta-feira. Só conseguimos fazê-lo uma vez em nove corridas, por isso será um grande desafio”, observou Fabio.
Embora uma boa qualificação seja fundamental para construir um bom fim de semana, o piloto de Nice sabe que esse fator poderá não ser determinante.
“Obviamente, é sempre melhor partir mais à frente, mas, no final, vimos na Áustria que não importa se partimos em nono: quando a corrida é muito longa, a nossa posição real está muito mais atrás do que isso. Especialmente no Red Bull Ring”, explicou El Diablo.
O campeão do mundo de 2021 também prefere ser cauteloso quando fala do novo asfalto de Motegi e da possibilidade de as condições meteorológicas poderem ajudar a Yamaha.
“Enquanto não fizeres uma volta com a moto, não podes saber como está o asfalto. Parece bom e sem ondulações, mas o mais importante é perceber se tem boa aderência. Isso poderá ajudar-nos”, afirmou. “O tempo pode ajudar? Não. Esteja seco ou molhado, ainda nos faltam muitas coisas que influenciam a aderência e tudo o resto, mesmo em piso molhado. Por isso, será importante compreender bem os pneus e tentar perceber a diferença em relação à Áustria, uma vez que a carcaça é diferente. Vamos ver até onde poderemos levar a moto em corrida.”
Enquanto a KTM brilhou no circuito do Red Bull Ring, o campeão do mundo de 2021 está convencido de que as características de Motegi não permitirão à marca de Iwata alcançar o mesmo tipo de resultados.
“Estamos numa situação completamente diferente, em que tentamos simplesmente manter o nosso ritmo e ser o mais competitivos possível. Não acredito, aliás, tenho a certeza de que não será como aconteceu com a KTM na Áustria. Nem sequer do ponto de vista da satisfação”, concluiu.















