No último Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, a Yamaha enfrentou um dos fins de semana mais complicados da temporada. O traçado austríaco, conhecido pelas suas longas retas e pelas suas zonas de forte aceleração e travagem, voltou a evidenciar as fraquezas da YZR-M1, especialmente no que diz respeito à velocidade máxima e à capacidade de tração nas saídas das curvas.
Um dos aspetos negativos foi que Miguel Oliveira não foi o único piloto da Yamaha a ter grandes dificuldades. Ao contrário de outras corridas em que apenas um ou dois representantes da marca japonesa ficavam mais para trás, desta vez todo o contingente sofreu: todos os pilotos da Yamaha terminaram nas últimas posições, o que revelou que os problemas não se limitavam a um estilo de pilotagem ou a um ajuste específico, mas à própria competitividade da moto no Red Bull Ring.
Enquanto outras marcas conseguiram explorar ao máximo a potência dos motores e a estabilidade na travagem, a Yamaha mostrou-se vulnerável em praticamente todos os aspetos decisivos do circuito. A falta de velocidade nas retas deixava os pilotos sem argumentos para atacar, obrigando-os a correr praticamente na defensiva, e mesmo nas zonas mistas, onde a Yamaha costuma compensar, não houve margem suficiente para recuperar terreno.
O resultado final deixou claro que a marca atravessa uma fase delicada, com claras limitações técnicas em relação à concorrência. Para Miguel Oliveira, que ainda procura consolidar resultados consistentes na sua estreia com a equipa satélite da Yamaha, o cenário austríaco acabou por ser um reflexo do momento que vive a fábrica de Iwata: uma moto que continua a exigir uma profunda evolução para voltar a ser competitiva face a rivais cada vez mais fortes.
Será a Yamaha a pior moto da grelha, na atualidade? Veremos se o fabricante japonês conseguirá dar a volta por cima com o piloto português, Miguel Oliveira como um dos responsáveis pela evolução da M1.
















