Jack Miller conseguiu somar quatro pontos no Grande Prémio dos Países Baixos de MotoGP, ao cruzar a linha de meta na 12.ª posição. O piloto da Pramac Yamaha recuperou depois da queda sofrida na Sprint de Assen, mas reconheceu que a corrida esteve longe de ser simples, sobretudo devido a vários momentos tensos com Franco Morbidelli.
Logo após o arranque, na primeira curva, o piloto da VR46 foi obrigado a evitar a Yamaha de Miller. A manobra levou Morbidelli para fora da pista, arrastando também Maverick Viñales e Diogo Moreira. Nas voltas seguintes, Miller e Morbidelli voltaram a cruzar-se em pista enquanto lutavam por posições. O italiano acabaria por cair mais tarde, mas o australiano desvalorizou os incidentes.
“Foi uma corrida razoável. Nunca me senti totalmente confortável do lado direito da moto. Do início ao fim não foi nada de extraordinário, mas também não foi um desastre. Simplesmente manteve-se constante. Sabia que não podia explorar mais a Yamaha, não conseguia fazer muito mais com ela. Não tinha confiança nenhuma do lado direito. Do lado esquerdo estava tudo bem e consegui lutar com os pilotos à minha volta. No final, trouxemos a moto até à meta. Somámos alguns pontos, mas nesta fase estamos estagnados. Precisamos de começar a dar passos em frente.”
Miller acredita que os problemas com Morbidelli não começaram na Curva 1.
“Não tive nenhum problema com o Frankie até, diria, à quarta volta. Mas sim, a primeira volta é sempre uma confusão. Eu e o Toprak estávamos lado a lado a entrar na Curva 6 e tive de sair da trajetória. Fiquei preso por fora. Estava pelo interior, que depois se transforma no exterior da curva seguinte, e pensei: ‘isto não vai acabar bem’. Aqui, a primeira volta é sempre bastante frenética, especialmente porque são curvas rápidas e ligadas umas às outras. Nunca sabes bem o que o grupo à tua frente vai fazer, por isso acabas por reagir ao que acontece. Como disse, felizmente saímos todos ilesos.”
















