Miguel Oliveira adoptou por uma abordagem mais cautelosa no seu regresso ao MotoGP em Le Mans, depois de ter assistido ao exemplo de Jorge Martin no Qatar.
Oliveira, que falhou três rondas devido a uma lesão no ombro na Argentina, estava presente no paddock de Lusail quando o atual campeão Martin fez a sua tão aguardada estreia no Grande Prémio Aprilia. Mas o fim de semana do espanhol acabou em desastre quando, depois de um ritmo competitivo nas primeiras dez voltas, os seus tempos aumentaram um segundo antes de cair do 17º lugar na 14ª volta.
Caindo diretamente à frente de Fabio di Giannantonio, Martin – cujo futuro na Aprilia está agora em dúvida – sofreu onze fracturas nas costelas, bem como danos nos pulmões, obrigando-o a permanecer no Qatar até ser considerado apto para pilotar.
Durante uma entrevista com o patrocinador Estrella Galicia se o acidente de Martin tinha provocado um “repensar” sobre o regresso a Jerez, em vez de esperar por Le Mans, o piloto da Pramac Yamaha respondeu:
– Tinha pensado em regressar mais cedo [em Jerez], mas simplesmente não o fiz devido a limitações físicas – não porque o Martin possa ter regressado demasiado cedo. Dito isto, o que aconteceu com o Martin fez-me ter uma abordagem mais cautelosa para regressar a Le Mans, fazendo sempre progressos sólidos. Não tentei fazer mais do que o meu corpo permitia, para que a frustração não me atrapalhasse. Ver o que Martín passou do lado de fora ajudou-me, sem dúvida.
















