As coisas não têm sido fáceis para Maverick Viñales nesta temporada. O piloto da Tech3 KTM continua a lidar com as sequelas da lesão sofrida no Grande Prémio da Alemanha, o que dificulta a sua capacidade de pilotar a MotoGP de forma confortável. A isso juntam-se os problemas evidentes da marca austríaca, que impedem Viñales de ser verdadeiramente competitivo. Em Assen, o espanhol terminou na 16.ª posição na Sprint e foi 13.º na corrida principal.
Apesar dos resultados modestos, as sensações foram mais positivas nos Países Baixos, segundo relatou o próprio piloto no paddock de Assen. Ainda assim, isso poderá não ser suficiente para convencer a KTM a contar com ele no futuro, sobretudo depois das recentes declarações críticas de Viñales em relação à fábrica austríaca e da resposta dada por Mattighofen. No entanto, o tom das suas palavras este domingo foi bastante mais moderado.
Ao fazer o balanço da corrida, Viñales mostrou-se satisfeito com a evolução da sua condição física:
“Não correu nada mal. Desde ontem comecei a sentir mais dores no ombro, mas mesmo assim foi positivo. Estou contente porque acho que melhorei bastante a minha condição física geral, sobretudo do lado direito. A primeira corrida em Mugello foi um desastre. Aqui foi fantástico, senti-me muito bem durante toda a corrida em relação ao braço direito.”
Apesar disso, admite que ainda há aspetos a melhorar:
“Tenho de continuar a evoluir porque perco cerca de 0,6 segundos entre as curvas 6 e 7 e entre as curvas 13 e 14. No resto do circuito estou ao nível das melhores KTM. Por isso, é uma questão de trabalhar duro e tentar melhorar nesses setores. No final, a diferença está sobretudo na potência, porque vejo que nos restantes setores sou rápido.”
Viñales também falou sobre alguns problemas de estabilidade sentidos durante a prova:
“Ontem a moto estava bastante bem, mas hoje, com o depósito cheio, mexia-se um pouco mais. Acho que isso se deve ao peso extra do combustível e ao facto de o pneu traseiro médio se movimentar mais. Mas nada que fosse realmente problemático, apenas alguns movimentos normais.”
Questionado sobre o comportamento do pneu médio, mostrou-se menos conclusivo:
“É difícil avaliar porque com o depósito cheio tudo fica mais exigente. Do lado esquerdo a moto parecia mais estável, mas do lado direito era muito semelhante ao pneu macio. Por isso, penso que está mais relacionado com a quantidade de combustível. Além disso, hoje havia mais vento, e isso também influencia bastante.”
















