Se ainda não houve anúncio nem confirmação oficial da renovação de Marc Márquez com a Ducati, isso deve-se a vários motivos. Um deles é o chamado “Pacto da Concórdia”, no qual as equipas e a Liberty Media têm de chegar a acordo relativamente à componente comercial do campeonato, sendo um dos pontos os salários fixos no MotoGP. Outro motivo para esta espera por parte do #93 é que provavelmente estará a negociar um contrato de 1+1 e um salário mais elevado.
É claro que, neste momento, o mercado de transferências está praticamente congelado, razão pela qual ainda não foram oficializadas mais novidades sobre a grelha da próxima época. No entanto, isso não significa que a renovação de Márquez com a Ducati não esteja praticamente fechada. Resta agora perceber quais serão as condições finais acordadas entre o piloto espanhol e a marca italiana.
Ainda que renove com o piloto de Cervera, neste momento não é o mais bem pago do MotoGP — e também não será. Há um nome à sua frente nessa lista: Fabio Quartararo. O piloto francês, atualmente na Yamaha, irá mudar-se para a Honda a partir de 2027, sendo o salário um fator muito relevante nessa decisão.
A realidade é que a marca da asa dourada está atualmente num momento melhor do que a Yamaha, algo que se nota sobretudo na velocidade máxima: a Honda é a terceira moto neste ranking com 346,47 km/h, enquanto a Yamaha surge em último com 342 km/h.
Aos rumores que têm vindo a ganhar força sobre a ida de Quartararo para a Honda junta-se a possibilidade de David Alonso (Team Aspar, Moto2) subir ao MotoGP como seu colega de equipa. O piloto colombiano também terá exigido um salário significativo, apesar de ser estreante. Isto indica que a Honda está disposta a fazer um grande investimento nestes dois talentos para regressar à competitividade.
Voltando a Marc Márquez, o seu salário poderá subir para cerca de 15 milhões de euros por ano no novo contrato com a Ducati. Este valor contrasta bastante com o que recebeu em 2025 (sem contar bónus), quando foi campeão: cerca de 3 milhões de euros. Ainda assim, a Honda deverá superar esse valor com o salário de Quartararo, já que precisa de uma nova referência para um projeto que começa a dar sinais de recuperação.
É evidente que a HRC procura uma figura de destaque — neste caso, o campeão de MotoGP de 2021 —, até porque a saída de Marc Márquez deixou um vazio significativo. Por isso, compensa financeiramente Fabio Quartararo, algo que não é inédito: em 2020, a marca japonesa já tinha oferecido a Márquez um contrato de 100 milhões de euros por quatro temporadas — acordo que o espanhol acabou por rescindir para se mudar para a Gresini (Ducati) em 2024.
















