Aos 33 anos, Marc Márquez já construiu um dos palmarés mais impressionantes da história do motociclismo. Sete vezes campeão do mundo de MotoGP, além dos títulos em Moto2 e 125cc, o piloto espanhol enfrentou várias gerações de talentos ao longo da sua carreira. Questionado pela La Gazzetta dello Sport sobre o adversário mais difícil que encontrou, Márquez destacou Jorge Lorenzo, mas também reconheceu a dimensão histórica de Valentino Rossi.
Quando chegou ao MotoGP em 2013, ao serviço da Honda, Lorenzo era o campeão em título e a principal referência da categoria. “Quando cheguei ao campeonato, o piloto mais difícil de bater era Jorge Lorenzo, porque era o melhor naquele momento”, afirmou Márquez.
O elogio ao compatriota não surpreende, tendo em conta o domínio que Lorenzo demonstrava nessa altura, graças à sua consistência, velocidade e precisão em pista. No entanto, Márquez fez uma distinção importante ao comparar os dois campeões espanhóis e italianos.
“Valentino também estava em pista. E os números mostram que, no geral, ele foi melhor do que Lorenzo”, acrescentou.
Apesar da rivalidade intensa e dos conflitos que marcaram a relação entre ambos, Márquez deixou claro que a sua análise se baseia nos resultados e não em questões pessoais. Rossi conquistou mais vitórias, mais títulos na categoria rainha e manteve-se competitivo ao mais alto nível durante quase duas décadas, algo que o espanhol considera determinante na avaliação da sua carreira.
Marc Márquez e Valentino Rossi protagonizaram alguns dos episódios mais polémicos da história recente do MotoGP, com momentos marcantes em pistas como Phillip Island, Sepang 2015 e Termas de Río Hondo. Desde então, a relação entre os dois manteve-se distante.
No fundo, Márquez faz uma distinção clara entre dois conceitos diferentes. Para ele, Jorge Lorenzo foi provavelmente o rival mais difícil de enfrentar quando entrou no MotoGP, devido ao nível extraordinário que apresentava no início da década de 2010.
Já quando analisa o conjunto de uma carreira, considera que Valentino Rossi continua a ocupar um lugar acima, graças à sua longevidade, ao impressionante palmarés e à enorme influência que teve na história do Mundial de MotoGP.
Uma posição que demonstra que, mesmo depois de anos marcados por rivalidades intensas, Márquez sabe reconhecer a grandeza daqueles que ajudaram a construir a história da modalidade.
















