Jorge Martín sabe que a sua mudança para a Yamaha em 2027 é vista com bastante ceticismo. Atualmente líder do campeonato com a Aprilia, o espanhol vai abandonar a moto que lhe permite lutar pelo título para se juntar ao fabricante que tem sido o menos competitivo da grelha nas últimas temporadas. No papel, a aposta parece arriscada. Martín, porém, pede que não o julguem antes do tempo.
Numa entrevista à DAZN, o campeão do mundo de 2024 sublinhou um ponto importante: ao contrário da sua saída da Ducati, que agora considera uma decisão tomada de forma precipitada, a escolha da Yamaha foi cuidadosamente ponderada.
“Na vida, temos de tomar certas decisões. Em 2024 tomei uma decisão precipitada. Desta vez, tive a oportunidade de pensar melhor. Sempre tentei escolher aquilo que era melhor para mim e para a minha família. Veremos o que acontece no próximo ano.”
O momento em que a decisão foi tomada ajuda a explicar as críticas. Quando os primeiros rumores sobre a mudança para a Yamaha começaram a surgir durante o inverno, a Aprilia ainda não tinha a competitividade que demonstra atualmente, enquanto o novo motor V4 da Yamaha permanecia envolto em incertezas. Desde então, o cenário mudou quase por completo: Martín lidera o campeonato e a Yamaha continua a lutar nas últimas posições.
Mas é precisamente isso que o espanhol recusa utilizar para avaliar a sua escolha.
“Hoje tenho uma moto que me permite lutar pelo campeonato do mundo. Não quero pensar no futuro. Mas há dois anos muita gente dizia que a Aprilia era um desastre e hoje estou a liderar o campeonato.”
E acrescentou uma frase que resume perfeitamente a sua forma de encarar a situação:
“Falamos no próximo ano, ou daqui a dois anos. Deixem as pessoas falar.”
s naquela que acredita poder tornar-se a melhor de amanhã. É uma aposta arriscada, mas perfeitamente coerente com o percurso que tem construído ao longo da sua carreira.
















