Jack Miller, que partiu da 10ª posição na grelha e conseguiu uma boa saída para completar a primeira volta em 8º, parecia capaz de manter a posição com bastante facilidade, não muito atrás do ex-piloto da Pramac Racing e atual campeão mundial Jorge Martin, que estava a fazer o seu regresso após a grave lesão que sofreu no Qatar.
No entanto, nas últimas voltas, o australiano relatou um problema com o travão do motor, o que o impediu de manter o ritmo. Foi ultrapassado no final da corrida — primeiro por Brad Binder e Fermin Aldeguer e, depois, na última volta, por Pol Espargaró — cruzando a linha de chegada em 11.º lugar.
– Foi uma corrida longa e difícil. Tive uma partida decente, melhor do que na Sprint Race, e estava a sentir-me muito bem. Fomos muito conservadores, pois não estávamos totalmente seguros quanto aos pneus. Encontrei um bom ritmo atrás do Jorge e tudo estava a correr bem até cerca de sete voltas do final. Alterei a configuração do travão do motor e, praticamente ao mesmo tempo, comecei a ter dificuldades na Curva 3. A embraiagem estava a bloquear, basicamente não me permitiu usar o travão do motor. Era até difícil saber em que mudança estava, pois não se sentia as reduções de velocidade. Por isso, tive de reinventar a minha condução nas últimas voltas, o que foi difícil. Eu tinha conseguido travar bem tarde para me defender das tentativas de ultrapassagem, mas quando o problema começou, tive de deixar alguma margem e fiquei vulnerável a ser alcançado por Brad e Pol. Não estou feliz com as últimas três voltas, mas é o que é.
















