Depois de terminar em último e a mais de 30 segundos do vencedor, Toprak Razgatlioglu admitiu ter ficado “surpreendido” com a quebra de rendimento do pneu traseiro que sofreu na Sprint de MotoGP em Silverstone.
Tal como a esmagadora maioria da grelha de MotoGP, Razgatlioglu escolheu o pneu traseiro macio para a corrida Sprint.
No entanto, à semelhança de muitos pilotos que fizeram a mesma escolha, começou a enfrentar problemas de aderência após algumas voltas.
Para o turco, as dificuldades foram particularmente acentuadas e, no final da corrida, estava a rodar mais de quatro segundos mais lento do que o seu melhor tempo na prova.
“Estou muito surpreendido porque o início não foi assim tão mau. Tinha apenas alguns problemas em curva porque experimentámos uma configuração diferente para a corrida”, explicou Toprak Razgatlioglu após a Sprint.
“Já não gostei muito da moto depois da primeira volta, mas não esperava esta quebra do pneu porque foi algo realmente estranho.
Já tinha sentido algum patinamento na FP2 porque voltámos a usar o pneu macio. Fiz cinco ou seis voltas e senti algum ‘spin’, mas nada comparável ao que aconteceu na Sprint. Pensei que, com um pneu novo, após três ou quatro voltas pudesse começar a patinar um pouco, mas que no final estivesse tudo bem.”
Contudo, a situação agravou-se rapidamente.
“Depois de quatro ou cinco voltas, o pneu degradou-se de forma incrível.
Nem conseguia entrar nas curvas porque perdia constantemente a traseira. Não conseguia inclinar a moto e fiquei realmente surpreendido, porque a minha última volta foi em 2m04s. É inacreditável.
Não consigo inclinar a moto e não percebo porquê. Analisei os dados com o meu chefe de equipa e perguntei-lhe: ‘Porque é que perdi tanto rendimento?’”
Razgatlioglu reconhece que todos os pilotos sofreram com o desgaste dos pneus, mas acredita que o seu caso foi muito mais severo.
“Toda a gente teve degradação, mas a minha não foi normal. Praticamente deixei de conseguir pilotar.
Se a corrida tivesse 20 voltas, acho que teria regressado às boxes. Fiquei realmente surpreendido.
Se não tivesse tido este problema com o pneu, penso que poderia ter lutado com os pilotos da KTM. Esse seria o meu limite. Talvez pudesse lutar com o Alex Rins e terminar logo atrás dele.
Mas quando senti o pneu a degradar-se, fui piorando volta após volta.”
A pensar na corrida de domingo, Razgatlioglu acredita que precisa de encontrar soluções independentemente da escolha de pneus, embora o composto médio traseiro seja apontado como a opção preferida para a corrida de 20 voltas.
“Claro que amanhã toda a gente vai usar um pneu diferente, mas também preciso de melhorar porque isto foi muito estranho.
Estou a pilotar de forma semelhante ao Fabio Quartararo ou ao Jack Miller, por isso não percebo porque é que o pneu perdeu rendimento desta forma.
Vamos ver. A equipa está a trabalhar e eu também preciso de analisar os dados.
Espero que encontremos o problema porque a aderência traseira é a minha maior dificuldade.
A entrada em curva está aceitável e consigo continuar a lutar assim, mas quando o pneu traseiro perde rendimento fico sem nenhuma solução. Apenas tento terminar a corrida.”
















