O desenvolvimento das motos para 2027 não para no MotoGP e os fabricantes retomam já esta semana o trabalho após uma breve pausa de verão, com duas sessões de testes repartidas entre Jerez e Mugello. A Yamaha será a primeira a regressar à ação esta terça e quarta-feira no circuito andaluz, onde Augusto Fernández e Andrea Dovizioso, pilotos de testes e desenvolvimento da marca japonesa, continuarão a afinar a YZR-M1 de 850 cc construída de acordo com os novos regulamentos que entrarão em vigor no próximo ano.
Esta nova regulamentação trará mudanças técnicas significativas: uma redução da potência dos motores, menos elementos aerodinâmicos, o desaparecimento dos dispositivos de controlo da altura da moto e, sobretudo, a chegada da Pirelli como fornecedora única de pneus, substituindo a Michelin. Com a temporada atual já a meio e sem grandes avanços com a moto de 1000 cc equipada com motor V4, que a Yamaha estreou este ano em substituição do histórico quatro cilindros em linha, o fabricante de Iwata concentra agora os seus esforços no protótipo de 2027. Será esta a moto que Jorge Martín e Ai Ogura irão testar pela primeira vez no teste oficial de pré-temporada, agendado para 1 de dezembro, em Valência.
Enquanto a Yamaha pode testar no circuito que desejar graças ao seu estatuto no sistema de concessões, os restantes construtores costumam partilhar pista e custos em sessões conjuntas. Será o caso da Ducati, KTM, Aprilia e Honda — esta última regressada ao nível D de concessões após o Grande Prémio da Alemanha — que voltarão ao trabalho na próxima semana num teste conjunto em Mugello.
O circuito italiano foi reservado para os dias 5 e 6 de agosto, praticamente em simultâneo com o arranque do Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone.
Estes quatro fabricantes já tinham coincidido num teste conjunto realizado em Barcelona, a meio de julho, pelo que a sessão de Mugello será o segundo grande ensaio em menos de três semanas.
A Honda irá concentrar os seus esforços no protótipo de 2027 com Takaaki Nakagami no papel de piloto de testes, enquanto continua à espera da recuperação de Aleix Espargaró da lesão cervical que o afasta da ação. Ducati, KTM e Aprilia também irão trabalhar nas motos da próxima geração, embora não se exclua a possibilidade de testarem algumas novidades para as atuais máquinas, numa altura em que continuam envolvidas na luta pelos títulos de 2026.
A KTM, segundo avança o Motorsport, já recebeu autorização para abrir os seus motores ao abrigo dos regulamentos de concessões. No entanto, essa possibilidade só deverá ser colocada em prática depois do Grande Prémio de Silverstone.
















