Phillip Island prepara-se para dar o «último rugido» na MotoGP, como anuncia o slogan que simboliza o fim de semana do Grande Prémio da Austrália. O icónico e histórico circuito australiano, que ao longo dos anos proporcionou algumas das corridas e batalhas mais memoráveis da modalidade, vai passar o testemunho ao circuito de Adelaide, que no próximo ano fará a sua estreia no calendário da categoria rainha.
Entre os pilotos, começa assim a surgir uma mistura de emoções, entre a nostalgia pelo circuito australiano e a curiosidade em relação ao que o futuro reserva à MotoGP.
O primeiro a falar é Fabio Di Giannantonio, um grande admirador de Phillip Island, onde guarda recordações especiais, incluindo o seu primeiro pódio na categoria rainha, em 2023, numa altura em que o sonho de continuar na MotoGP parecia prestes a escapar-lhe.
«Choro todos os dias», brincou o italiano. «É a pista mais bonita do mundo e o facto de a terem retirado do calendário foi um golpe no coração. Espero que todas estas decisões estejam a ser tomadas para melhorar o desporto, embora, para mim, esta fosse a pista em que não se devia mexer.
Li uma declaração de Stoner em que dizia que este circuito é um pouco como o nosso Mónaco. Na minha opinião, esta é a nossa pista icónica e é uma pena que vá sair do calendário. Por isso, quero desfrutar de cada centímetro do circuito, porque sabemos que esta poderá ser a última vez.
Parece que o tempo poderá causar problemas no domingo e talvez tenhamos de rever a programação. Em Phillip Island nunca se sabe, porque as condições meteorológicas são loucas».
















