O bicampeão do Mundo de MotoGP, Casey Stoner, acredita que Pedro Acosta será uma “grande ameaça” na Ducati a partir da próxima temporada.
O australiano, que deu à Ducati o seu primeiro título mundial de MotoGP em 2007, considera que é impossível questionar a escolha da marca de Borgo Panigale ao juntar a jovem estrela espanhola ao atual campeão Marc Márquez na equipa oficial.
No entanto, Stoner acredita que Acosta poderá precisar de mostrar um pouco mais de paciência para conquistar um título mundial, ao mesmo tempo que admite sentir-se “muito triste” por Pecco Bagnaia, atual companheiro de equipa de Márquez, que considera ter sido o maior prejudicado pela situação.
“Não se pode discutir a dupla de pilotos da Ducati para 2027”, afirmou Stoner ao MotoGP.com.
“Marc é incrivelmente fiável. Sabemos aquilo que ele é capaz de produzir. Tem um talento extraordinário e parece que não importa a lesão que tenha, encontra sempre forma de continuar a lutar e alcançar resultados.
“Quanto ao Pedro, já vimos claramente o talento que tem. Mas gostava de ver um pouco mais de paciência, porque sinto que há determinados pilotos no pelotão que ele não gosta de ver à sua frente e faz tudo para os ultrapassar.
“E, para ganhar campeonatos, isso nem sempre funciona. É preciso perceber que há dias em que não vais vencer e tens de aceitar isso.”
Stoner acrescentou:
“Penso que, por vezes, Pedro poderia ser um pouco mais paciente. Se o fizer, veremos ainda mais do seu talento e, quando chegar o momento certo, será sem dúvida uma grande ameaça, especialmente numa moto que já provou o seu valor.
“Com a KTM é muito difícil perceber exatamente qual é o nível da moto. Quando o virmos na Ducati, vamos perceber muito mais sobre o seu verdadeiro potencial.”
Entretanto, Bagnaia, o piloto mais bem-sucedido da história da Ducati no MotoGP, vai transferir-se para a Aprilia.
“Tenho muita pena do Pecco, porque é verdade que atravessou um período complicado. Muita gente perdeu a confiança nele, dizendo que estava apenas a queixar-se, que a moto era a mesma e por aí fora”, afirmou Stoner.
“Mas eu conseguia ver, do lado de fora, que a moto não era a mesma.
“Estamos a falar de um piloto extremamente suave na pilotagem, muito preciso em todos os aspetos, e eu via a moto a fazer coisas que não devia fazer.
“Tendo em conta que foi o Pecco quem deu à Ducati o primeiro título desde o meu – e logo dois consecutivos – além de ter sido vice-campeão nos anos antes e depois disso, foi claramente quem ficou a perder nesta história.”
O australiano concluiu:
“Estou curioso para ver o que pode acontecer com ele. Espero que encontre uma nova motivação, uma nova família na Aprilia e que consiga regressar ao nível de confiança e competitividade que já demonstrou no passado.”
















