À medida que o mercado de pilotos para 2026 começa a ganhar forma, crescem as especulações sobre o futuro da versão que Fabio Di Giannantonio vai usar da desmosedici GP. Apesar de ter garantido lugar em 2026, o italiano pode não manter a sua moto no ano seguinte com dois grandes candidatos a surgirem: Fermín Aldeguer e Álex Márquez.
Aldeguer, um jovem talento espanhol de apenas 20 anos, já assinou um contrato com a Ducati para 2025 e 2026, fazendo a sua estreia na classe rainha com a equipa da Gresini . No entanto, o que torna a sua situação particularmente relevante é uma cláusula contratual que garante ao piloto uma moto com especificações oficiais (de fábrica) em 2026. Esta condição poderá obrigar a marca de Borgo Panigale a reconfigurar a sua estrutura se não quiser perder um dos pilotos mais promissores da nova geração.
Por outro lado, Álex Márquez teve uma temporada de 2025 surpreendentemente sólida com a Gresini Racing até ao momento, onde ocupa atualmente o segundo lugar no campeonato, à frente do próprio Bagnaia e, claro, de Di Giannantonio. A consistência, velocidade e maturidade demonstradas pelo irmão mais novo de Marc Márquez fazem dele um candidato credível para ter nas suas mãos uma moto de fábrica.
Di Giannantonio, por outro lado, embora tenha mostrado sinais de velocidade e talento, não conseguiu impor-se regularmente durante esta primeira metade da temporada. A pressão de ocupar um lugar de fábrica num dos projetos mais competitivos da grelha, combinada com uma forte concorrência interna dentro do universo Ducati, pode estar a pesar no desempenho do piloto romano.
Diante desse cenário, a Ducati pode ser forçada a tomar decisões difíceis para 2026. A marca italiana terá de equilibrar mérito desportivo, perspetivas futuras e compromissos contratuais numa grelha onde os lugares de fábrica são cada vez mais escassos e disputados.
















