No MotoGP, é na verdade bastante raro que os chefes das equipas satélite falem abertamente sobre a situação contratual dos seus pilotos. No entanto, cada equipa está, de certa forma, ligada ao seu fornecedor de motos, e isso é particularmente verdade no caso da LCR Honda.
Lucio Cecchinello, antigo piloto e histórico responsável da equipa, falou detalhadamente sobre a posição do seu segundo piloto, a estrela em ascensão Diogo Moreira. E revelou que não tem qualquer influência sobre o futuro do brasileiro, tendo também muito pouca margem de manobra no que diz respeito ao segundo piloto da equipa em geral.
Quem acompanha o MotoGP há mais tempo sabe que, tradicionalmente, a LCR alinhava apenas com uma moto na categoria rainha, com algumas exceções. No entanto, desde a chegada de Takaaki Nakagami em 2018, a equipa passou a gerir duas motos distintas: uma cujo piloto está diretamente ligado à LCR e outra, com cores diferentes, que é da responsabilidade da Honda.
Mesmo na época de Nakagami, Cecchinello não teve qualquer envolvimento na sua contratação nem na ligação ao patrocinador Idemitsu.
“Eu nunca estive envolvido na anterior colaboração entre a Honda e a Idemitsu e, por isso, não conheço todos os detalhes. Fui simplesmente informado de que estavam a terminar essa parceria e a lançar um novo projeto. A Honda esteve sempre muito motivada para cuidar do segundo piloto da minha equipa e ter algum controlo sobre o mesmo”, pode ler-se numa declaração citada pelo Speedweek.
















