O ícone do MotoGP Casey Stoner sempre seguiu o seu próprio caminho, disse o que queria dizer e fez o que queria fazer. O exemplo definitivo disso foi quando, aos 27 anos, abandonou o seu lucrativo contrato com a Honda e o MotoGP como um todo, porque estava desiludido com o campeonato e as exigências adicionais de relações públicas.
A sua singularidade também se reflete na sua forma de pilotar. Explica muito bem as subtilezas da técnica, e a sua análise da curva que leva o seu nome em Phillip Island é fascinante. Mas, apesar da sua perspetiva abrangente, a própria modéstia de Casey impede que se reconheça o facto de que ele sabia pilotar uma moto como ninguém.
Uma explicação parcial para o seu sucesso minimiza as habilidades e a capacidade de adaptação necessárias para isso. Numa entrevista, ao site da SPEEDWEEK.com, Stoner falou sobre algumas fases da sua carreira no MotoGP.
– Eu sabia que não era capaz de fazer o que os meus rivais faziam, não tinha confiança. Em um ano, em particular, não tínhamos a moto de que precisávamos, então seguimos um caminho não convencional. A atitude com que pilotávamos? Ninguém consciente teria gostado disso, mas, funcionou. Tive de mudar a minha forma de pilotar a minha visão das pistas e a forma como normalmente abordávamos uma pista, porque a moto tinha características diferentes em várias partes da curva e da linha. Mas funcionou. Criámos algo do nada, com uma configuração muito única. Normalmente, eu não gostaria disso, mas precisávamos de obter um resultado e pensar fora da caixa. Voltámos a ganhar corridas.
















