MotoGP, Aragón: Viñales: “Andei de olhos fechados para seguir o Mir”

Por a 20 Outubro 2020 14:00

Maverick Viñales surpreendeu com uma forte subida na corrida, sendo o piloto mais rápido em pista enquanto perseguia a Suzuki de Joan Mir nas voltas finais

Maverick Viñales fez tudo o que podia para arrebatar um pódio ao novo líder do Campeonato de MotoGP, Joan Mir, no final do Grande Prémio de Aragón de domingo passado.

O piloto da Yamaha Monster liderou as sete primeiras voltas da corrida antes de ser relegado para a quarta posição a meia distância, quando começou a lutar com a aderência traseira.

Mas Viñales surpreendeu a seguir, ao montar uma carga tardia, perseguindo Mir para terminar apenas a 0,266s da GSX-RR, conhecida pela sua brandura com os pneus, que lhe dá muito ritmo na fase final nas corridas.

“Tiramos o máximo da moto hoje“, disse Viñales depois. “A Suzuki e a Honda tinham mais aderência em curva. Não esperava que fossem tão fortes.”

“Quando me ultrapassaram, vi que eram melhores. Temos de trabalhar mais. Sabemos que não podemos tornar fortes os nossos pontos fracos, mas podemos melhorar os nossos pontos fortes ainda mais.”

O espanhol, que está agora a apenas seis pontos de Fabio Quartararo e a 12 de Mir, ficou surpreendido pela sua própria velocidade no final da corrida, tendo perdido o controlo após meia dúzia de voltas.

“Honestamente, o pneu dianteiro estava bom. O meu problema era a traseira. Depois de 5 ou 6 voltas houve uma grande queda de desempenho no lado esquerdo”, disse ele.

Enquanto Quartararo se afundou na classificação ao longo da prova, até ao 18º devido à pressão dos pneus dianteiros, Viñales ponderou se algo semelhante teria acontecido com o seu pneu traseiro.

“Não esperava esta queda do desempenho do pneu. Não tive isso todo o fim-de-semana e temos de tentar compreender o que aconteceu. Estaria a pressão muito alta? Foi isso que causou aquela perda de aderência na parte de trás, especialmente à entrada das curvas?”

“Estava a perder a traseira à entrada e não conseguia manter a velocidade em curva. Também perdi muito nos primeiros metros de tração dessa forma.”

No entanto, a última volta de Viñales foi de 1:49,092s, melhor do que qualquer outro piloto no final da corrida. O vencedor de Misano foi 0,8s mais rápido que Mir na última volta e 0,2s melhor que o vencedor da corrida Alex Rins (Suzuki).

“Não consegui voltar a fazer esse ritmo nos 1:48, mas de alguma forma, no final da corrida, consegui voltar a fazer um 1:49.0s, por isso temos de perceber porquê. Talvez tenha mudado o estilo de pilotagem nas últimas voltas, aproveitando ao máximo os pontos fortes da Yamaha.”

“Fiz as duas últimas voltas de olhos fechados. Queria ter a oportunidade de pressionar o Joan, por isso talvez tenha cometido um ou outro erro. Mas estava tudo sob controlo. Tentei andar bem, tinha algo mais nas últimas voltas. Isso é bom para as próximas corridas.”

Viñales, que surpreendeu ao revelar que acredita poder melhorar o seu arranque, muitas vezes o ponto mais fraco da sua corrida, ao desligar o dispositivo de controlo de arranque, tinha passado por Quartararo antes da curva 1 no domingo.

“Grande salva de palmas! Arranquei à frente! Estou tão feliz!”, brincou. “Fi-lo com a electrónica do controlo de arranque. A primeiro curva é muito perto aqui, por isso é mais fácil fazer um bom arranque mesmo sem o controlo.”

O melhor piloto da Yamaha no campeonato do mundo pela primeira vez esta temporada, Viñales disse que o seu principal foco para a prova de Aragón do próximo fim de semana é trabalhar para melhorar ainda mais os pontos fortes da Yamaha.

“Para mim, parece que sempre que tentamos melhorar os pontos fracos não fazemos uma boa corrida”, disse. “Quando nos concentramos em andar na moto fazemos melhor. Sempre que tentamos explorar algo, perdemos voltas em pista.”

“Por isso, temos de nos concentrar no DNA da Yamaha e tentar tornar os pontos fortes mais fortes, que são a velocidade em curva, a estabilidade frontal e ver se os tempos por volta melhoram ou não.”

“Acho que o que fizemos este fim-de-semana foi concentrarmo-nos apenas no estilo de pilotagem. Esquecemo-nos da aderência e dos pneus. Usei apenas compostos macios para ter muita velocidade em curva. Parece que resulta. Estou feliz e confiante para as próximas corridas.”

“Com certeza, ao longo de uma volta, a moto é fantástica. Mas os nossos concorrentes também melhoraram. A Honda encontrou uma maneira de tornar o Alex e o Nakagami rápidos e agora também são nossos adversários.”

Viñales é o único piloto da Yamaha Monster a alinhar em Aragón, com o companheiro de equipa Valentino Rossi forçado a permanecer em casa depois de um teste Covid positivo.

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