Já passaram quase duas semanas desde o grave acidente sofrido por Aleix Espargaró durante uns testes com a Honda no circuito de Sepang. A queda provocou a fratura de quatro vértebras; uma lesão que, felizmente, não afetou a medula. Após o acidente, o piloto de Granollers teve de permanecer alguns dias num hospital em Kuala Lumpur, antes de poder regressar a Barcelona, onde acabou por ser operado.
Foi o próprio Espargaró quem partilhou o sucedido através de uma publicação nas redes sociais, onde informou sobre a lesão:
“Na terça-feira, durante os testes aqui em Sepang, sofri uma queda forte. Como consequência, tive várias contusões e quatro vértebras partidas, embora por uma margem muito pequena, e felizmente sem afetar a medula espinal. Depois de alguns dias no Hospital CU Aurelius, onde fui tratado de forma incrível, agora posso voar para casa com a Laura, que veio ao meu resgate do outro lado do mundo (mais uma vez, e já perdi a conta…), e lá vamos avaliar se é necessária cirurgia no Quirón Dexeus. Obrigado a toda a minha equipa Honda por cuidar de mim nestes últimos dias. Desculpem o susto, vou voltar!”, explicou.
Após regressar a Barcelona, foi operado na passada sexta-feira para fixar as vértebras, numa longa intervenção, depois da qual voltou a atualizar os seus seguidores. O piloto partilhou um vídeo onde surge com as costas imobilizadas, com um colar cervical e um colete, explicando como correu o procedimento:
“Olá a todos, ontem finalmente fui operado e fixaram-me as quatro vértebras. Foram mais de seis horas de cirurgia, onde o Dr. Fiol e a sua equipa fizeram um trabalho excelente. Agora estou com bastante dor, mas já a começar a mexer-me. Espero poder voltar a casa nos próximos dias. Um abraço a todos”, acrescentou.
Por fim, a fase hospitalar terminou para Espargaró, que já regressou a casa junto da mulher, Laura, e dos filhos, Mia e Max. No entanto, começa agora o período de recuperação do piloto. Mais uma vez através das redes sociais, o espanhol fez um balanço de todo o processo:
“De volta a casa! Obrigado a todos pelo carinho. Agora é tempo de uma pausa obrigatória, mas feliz por poder estar em casa. Foi a pior queda da minha carreira desportiva, uma lesão muito grave, muitos dias no hospital e uma operação complicada. O mais difícil não foi a dor, foi o medo — não poder fazer nada e ver como a minha família, a minha mulher e os meus filhos tiveram de se adaptar ao meu ritmo, aos meus tempos, aos meus limites… (e ainda há caminho pela frente)”, concluiu.
















