MotoGP, 2022, EUA, Miguel Oliveira: “Expetativa para amanhã é batalhar para entrar nos pontos”

Por a 9 Abril 2022 23:22

Miguel Oliveira está a viver o seu fim de semana mais desafiante na temporada de 2022 de MotoGP. Sabendo agora que vai partir do 20.º lugar para o Grande Prémio das Américas, o piloto português reconheceu as dificuldades, explicou-as e revelou as expetativas para a corrida de amanhã.

“O dia foi ligeiramente melhor, conseguimos encontrar alguma velocidade de ontem para hoje, logo de manhã. Para a qualificação, tínhamos alguma margem para andar um pouco mais rápido, mas não encontrei uma posição correta na pista, alguns pilotos pela frente, sacrificou um bocadinho a volta na minha segunda saída, mas não sei quanto mais potencial havia. Mas estamos com dificuldades, eu e o Brad. Os pilotos da Tech3 estas são mais ou menos as posições que têm vindo a fazer, talvez os comentários sejam ligeiramente diferentes, mas eu e o Brad estamos muito cedo no limite e essa não é de todo a nossa posição e não é o que a mota pode dar. Temos mota para muito mais, sentimos que, a nível de caráter de motor, este circuito é muito fora do tradicional, muito fora do que estamos habituados. Este ano, com o asfalto novo e com as alterações em todas as motas, parece que perdemos um bocadinho de competitividade face ao que tínhamos no ano passado. Portanto, a única expetativa para amanhã é conseguirmos batalhar na entrada dos pontos, que já seria um resultado positivo, sair do Texas com pontos, é nisso que vamos trabalhar, num bom arranque, num bom início de corrida e depois gerir o que tivermos de gerir até ao final”, disse, em declarações à Sport TV.

“Neste momento, é muito complicado seguir alguém durante algum tempo, sobretudo as Ducati. Em corrida, com alguma referência, acreditamos que podemos fazer um bocadinho mais. Tivemos muito vento pela tarde, vamos ter amanhã pela corrida. Vai haver motas à frente, vamos ter de aproveitar esse fator e aproveitar tudo o que temos ao nosso alcance para poder virar este fim de semana de forma positiva”, referiu.

“Escolha de pneus não está decidida, tivemos uns ajustes para o FP4, acabámos por fazer uma estratégia completamente diferente do resto do pelotão, saímos com pneus médios, queríamos ter mais informação com este pneu. Os nossos adversários foram todos com os pneus macios atrás. Parece que até nisso estamos um pouco fora do que é o normal. Há que estar sempre com a cabeça levantada, pensamento positivo, estes resultados não nos definem, não definem a equipa. É um campeonato muito longo, uma maratona, claro que gostaríamos de estar sempre na frente em todos os treinos e todas as corridas, mas haverá fins de semana como estes que nos vão pôr à prova e temos de nos manter firmes e com a cabeça no sítio”, terminou.

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