MotoGP, 2021: Marc Márquez e a recuperação

Por a 19 Julho 2021 16:30

Marc Márquez regressou às corridas e já venceu, mas ainda não voltou ao nível aonde estava antes do seu acidente e é o primeiro a reconhecer isso

“Sabemos que após uma lesão grave alguns pilotos não voltam ao mesmo nível”

O desafio para ele é recuperar todos os seus meios para retomar o curso da sua carreira, feita de títulos e vitórias ao guiador de uma Honda que o resto dos seus colegas no MotoGP teria dificuldade em introduzir no top 10.

Márquez falou sobre a viagem em que se encontra desde o fatídico domingo de Julho de 2020 em Jerez. E insiste que se trata, acima de tudo, de uma questão de força mental.

A força mental nunca foi tão importante no MotoGP, e é sob essa pressão que o caráter se revela. E a Marc Márquez não falta caráter.

Contudo, o oito vezes Campeão do Mundo ainda não está a pensar em bater os seus rivais. A sua batalha é contra si próprio de momento.

E quando ganha, dá-nos um Grand Prix como aquele que venceu no Sachsenring, que já o colocou como a melhor Honda no pelotão.

Marc Márquez continua a sua análise: “Fisicamente, sente-se o limite. Quando se testa algo, nota-se imediatamente que não funciona. Mas mentalmente não se sente o limite. O lado psíquico tem de ajudar o lado físico. Tive de compreender que o meu corpo mentalmente ainda não estava pronto. Sou um piloto que dá tudo em cada sessão, mas de momento não estou preparado para isso”.

Uma situação que inevitavelmente instila uma dúvida corrosiva:

“Sabemos que após um ferimento grave, muitos pilotos não regressam ao mesmo nível de antes. Neste momento não sou tão bom como era antes, mas vou tentar. Estou de regresso ao ponto onde parei, para voltar a ser o mesmo Marc…”

Só que os outros não ficaram à espera, também cresceram. Desde que Marc saiu, Quartararo, Binder, Oliveira, Martin, Miller ou até Bagnaia mostraram isso.

 Contudo, ele tem a sua própria opinião sobre o assunto: “Os pilotos aproximaram-se todos, de modo que, dependendo da pista, há diferentes pilotos na frente. Neste momento Fabio Quartararo é o mais consistente, mas não é ele o piloto que faz a maior diferença. As motos também melhoraram!”

O que está longe de ser o caso da sua Honda.

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