A temporada de MotoGP de 2026 tem-se revelado extremamente competitiva até ao momento. Com a era das motos de 1000cc a aproximar-se do fim, antes da mudança para os novos protótipos de 850cc, com menor influência aerodinâmica, no próximo ano, existe uma interessante variedade na frente do campeonato, ainda que os principais protagonistas estejam claramente definidos.
Como ficou evidente no Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, a Aprilia parece ter atualmente a melhor moto da grelha. Embora a Ducati, impulsionada pelo regresso de Marc Márquez, tenha conseguido reduzir a diferença, a RS-GP continua a ter circuitos onde leva vantagem – sobretudo pistas com curvas rápidas e fluidas, onde o desgaste dos pneus assume especial importância. É precisamente neste aspeto que a Aprilia parece levar vantagem sobre a Desmosedici.
No entanto, o fabricante de Borgo Panigale continua a ter capacidade para travar o domínio do rival de Noale, como demonstrou antes da pausa de verão. Em circuitos onde o campeão do mundo em título, Márquez, acreditava que podia atacar, como Balaton Park, Brno e Sachsenring, o piloto da #93 dominou e voltou a colocar-se na luta pelo título. Para lá dos nomes mais sonantes, contudo, a luta pelo campeonato está mais aberta do que nunca.
Enquanto Jorge Martín tem recorrido à consistência para liderar o campeonato de MotoGP, o espanhol deu mais um passo em frente em Silverstone ao aumentar a sua vantagem e afirmar-se cada vez mais como a referência na categoria rainha. Márquez teve um fim de semana difícil e perdeu até 22 pontos no campeonato, mas estará certamente à espera de circuitos mais favoráveis para lançar novo ataque, começando já pela próxima ronda, em Aragão.
Entretanto, Marco Bezzecchi recuperou de forma impressionante na Grã-Bretanha, apesar dos problemas físicos, deixando para trás a sequência de resultados negativos. E, juntamente com estes pilotos, vários outros candidatos também entraram na luta.
São pilotos que já venceram corridas na presente temporada e que ainda não podem ser afastados da luta pelo título. Um exemplo é Ai Ogura, que cometeu em Silverstone o seu primeiro erro de 2026, mas chegou ao Grande Prémio britânico depois de uma vitória em Assen, antes da pausa de verão.
Essa foi a primeira vitória de Ogura no MotoGP, terminando uma longa espera do Japão por um triunfo na categoria rainha. A determinada altura, o piloto chegou a estar apenas a 14 pontos da liderança do campeonato. Depois do Grande Prémio da Grã-Bretanha, encontra-se agora a 37 pontos do primeiro lugar.
O sucesso de Ogura na Catedral da Velocidade também teve importância do ponto de vista estatístico, já que deixou de fazer parte do grupo de pilotos da grelha que ainda não tinham vencido uma corrida de MotoGP ao domingo. Dos 22 pilotos a tempo inteiro que competem em 2026, 18 já venceram pelo menos um Grande Prémio.
















