Diogo Moreira terminou o Grande Prémio da Malásia sem pontuar no domingo, depois de uma queda provocada pelas dificuldades em controlar a moto. O rookie ocupa atualmente o 15.º lugar da classificação geral e reconheceu, nas declarações recolhidas pelo site https://www.motosan.es/, que a Honda continua a ter muitas dificuldades em ritmo de corrida, apesar de conseguir registar bons tempos nas sessões de time attack.
O fim de semana de Moreira em Sepang ficou condicionado pelos problemas de controlo da frente da moto.
«É aquilo que digo à equipa: consigo salvar a moto três ou quatro vezes, mas durante uma corrida inteira é impossível. Tivemos este problema com a frente da moto durante todo o fim de semana. Não conseguia travar a moto, por isso estava constantemente a lutar para conseguir fazê-lo. No final, na queda, perdi a frente uma vez e, à segunda, já não consegui salvar a situação. É assim mesmo. É uma pena terminar o fim de semana desta maneira, porque a corrida não estava a ser assim tão má e o ritmo também não era mau, mas não temos margem para arriscar.»
A situação era tão complicada para o piloto brasileiro que o seu principal objetivo passava por se manter em cima da moto e evitar uma queda. No entanto, o problema já referido tornou essa tarefa cada vez mais difícil.
«Hoje não forcei em nenhuma volta, porque, no fundo, era uma corrida muito longa. Apenas tentava manter-me em cima da moto e, no final, a sete voltas do fim, tornou-se extremamente difícil. Por isso, tentava não cometer erros e, como já disse, hoje foi muito complicado controlar a frente da moto. Na verdade, foi assim durante todo o fim de semana.»
O piloto da Honda não escondeu a frustração, sobretudo porque os seus tempos são relativamente positivos, mas continua sem conseguir transformar esse desempenho em resultados durante as corridas. Agora, a próxima oportunidade chega já este fim de semana, no Qatar.
«Sim, porque é sempre a mesma coisa: conseguimos fazer o time attack e o tempo por volta não é assim tão mau, mas em corrida é impossível. Os outros têm muito mais do que nós, por isso é o que temos. Aqui, de uma forma geral, a Honda teve muitas dificuldades. Vamos ver como será no Qatar, mas, no final, desta maneira não conseguimos tirar mais partido da situação.»














