O diretor da equipa Yamaha MotoGP, Massimo Meregalli, admitiu que a sua relação com Fabio Quartararo se tornou “um pouco mais fria” ao longo desta temporada.
Fabio Quartararo iniciou o novo ano já com contrato assinado para se juntar à Honda em 2027.
Com a Yamaha a continuar a enfrentar dificuldades para subir na hierarquia com o desenvolvimento da sua nova moto V4, o campeão do mundo de 2021 pouco fez para esconder a sua frustração.
No Grande Prémio de Aragão, o francês chegou mesmo a afirmar aos jornalistas que deixaria de participar no desenvolvimento da moto de 2027 da Yamaha, depois de a marca japonesa se ter recusado a permitir-lhe testar os pneus Pirelli após o Grande Prémio da Áustria.
Este momento de tensão acabou por ser ultrapassado após uma reunião entre ambas as partes depois de Aragão, com Quartararo a voltar a testar componentes de desenvolvimento no Red Bull Ring.
Além de Quartararo, toda a formação da Yamaha irá mudar em 2027, com exceção de Toprak Razgatlioglu. Alex Rins e Jack Miller também deixarão a MotoGP no final da temporada.
Ao comentar a dinâmica atual dentro da Yamaha, Meregalli explicou:
“Claro que já não é como era no início. É normal.
Estamos verdadeiramente num ambiente de trabalho e somos todos profissionais. Continuamos simplesmente a trabalhar de forma profissional.
Felizmente, o ambiente dentro da garagem entre mecânicos e engenheiros é bom.
Talvez a relação com os pilotos, no geral, tenha ficado um pouco mais fria do que antes.”
Sobre a polémica gerada pelas declarações de Quartararo em Aragão, o responsável italiano acrescentou:
“O Fabio acabou por perceber o impacto das suas palavras depois de Aragão.
Quando os pilotos estão desapontados ou frustrados, por vezes dizem coisas que talvez não queiram realmente dizer, ou talvez até as queiram dizer.”
Apesar da saída já confirmada para a Honda, Meregalli garantiu que a Yamaha continuará a dar todo o apoio a Quartararo até ao final da temporada, recordando o caso de Jorge Lorenzo quando deixou a marca japonesa.
“Vamos apoiá-lo até ao final da época.
Tudo o que tivermos para lhe dar, ele terá.
Fizemos o mesmo no passado com Jorge Lorenzo.
Continuámos a desenvolver a sua moto até ao último Grande Prémio da temporada.
Na minha opinião, é assim que uma equipa deve funcionar.”
















