O teste realizado em Magny-Cours pouco antes do Ferragosto não foi de grande ajuda para Miguel Oliveira e para toda a equipa ROKiT BMW Motorrad, que deixou o circuito francês após uma ronda completamente para esquecer. Depois de cair nas primeiras voltas da Corrida 1, o português não conseguiu ir além do 12.º lugar na Superpole Race e do 13.º posto na Corrida 2. Este último resultado acabou por ser agravado por uma penalização de três segundos aplicada após a corrida, que relegou Miguel para a 15.ª e última posição entre os pilotos classificados.
«Dizer que foi um fim de semana muito difícil seria até demasiado otimista; foi um desastre, desde a qualificação até às corridas. Não tínhamos ritmo nem velocidade», comentou o piloto da BMW.
«Encontrámos qualquer coisa esta manhã, pelo menos no meu caso. Tinha um ritmo razoável e consegui fazer algumas ultrapassagens na Superpole Race. Pensávamos que a corrida iria correr um pouco melhor com essas alterações. A única diferença em relação a esta manhã era que a pista tinha menos aderência e nós tínhamos mais combustível. Para ser sincero, não percebo bem o que aconteceu. A realidade é que precisamos de algo diferente daqui para a frente. Na minha opinião, a equipa está a reagir bem e a fazer o seu trabalho. Eu também estou a tentar, mas durante este fim de semana mudámos tanto o set-up que comecei a perder alguma previsibilidade e, estando sempre numa moto nova, isso não é o ideal.»
Uma situação difícil de compreender, sobretudo à luz dos testes realizados no mês passado.
«É muito estranho. Quando viemos aqui para testar, rodei em 1m35,8s com o pneu SCX e com uma temperatura do asfalto próxima dos 70°C», explicou.
«O que penso sobre isso? Não sei. Temos algumas ideias, mas vai demorar algum tempo. Olhando para os resultados, parece que sim. É evidente que precisamos de dar um grande passo em frente. Tirando talvez o Gerloff, a BMW sempre teve pilotos altos e pesados. Esta moto, neste momento, não funciona para mim nem para o Danilo. Ambos nos queixamos praticamente dos mesmos problemas», respondeu Oliveira.
«A equipa sabe disso e está totalmente consciente da situação. A parte mais complicada neste momento é perceber qual a melhor forma de abordar o problema.»
Ainda assim, o português não acredita que seja necessário começar do zero.
«Nunca se recomeça do zero, porque já existe toda a experiência acumulada ao longo da temporada e já experimentámos muitas coisas. Não se trata de voltar ao ponto de partida. Vamos tentar aproveitar essa experiência nos próximos fins de semana, mas ao mesmo tempo ainda não percebemos claramente o que vai funcionar.»
O antigo piloto de MotoGP acredita também que as características dos circuitos têm influenciado os resultados desde o seu regresso após a lesão.
«Quando voltei depois do acidente, Misano foi uma ronda surpreendentemente positiva para mim. Fisicamente não estava nem perto da condição em que estou agora e, mesmo assim, a minha performance foi aceitável, porque terminei em sexto ou sétimo na Superpole e oitavo na corrida», recordou.
«Mas a pista era completamente diferente e essa é a principal questão. Aqui há muitas zonas de ‘stop and go’ e, quanto mais tenho de travar e acelerar de novo, pior é para mim.»
Por fim, Miguel Oliveira comentou a penalização que recebeu após a Corrida 2.
«Não faço ideia. Provavelmente foi por limites de pista, mas não sei. Cortei a Curva 6, mas voltei à pista perdendo cerca de um segundo. Seja como for, não vou ficar aqui a discutir por ter passado de 13.º para 15.º. A minha mulher já me perguntou porque fui penalizado e eu não sei o que lhe responder.»
«Disse-lhe apenas: ‘esquece o resultado’. A razão da penalização só é realmente importante quando ela te tira um pódio.»
















