O diretor da Tech3, Guenther Steiner, admite que é um pouco “estranho” que a equipa tenha projetos no MotoGP e no Moto3, mas não esteja presente no Moto2.
A formação francesa competiu anteriormente na categoria intermédia e até conquistou vitórias com um quadro próprio entre 2010 e 2018. Em 2019, passou a utilizar um chassis KTM, acompanhando a nova parceria estabelecida com a marca austríaca no MotoGP.
No entanto, o projeto da Tech3 no Moto2 foi abandonado no ano seguinte, com a equipa a concentrar os seus esforços no Moto3.
Ainda assim, Steiner, que faz parte do grupo de investidores que adquiriu a Tech3 a Hervé Poncharal no final da última temporada, não descarta a possibilidade de a equipa voltar a competir nas três categorias do Mundial no futuro.
“Estamos comprometidos com o Moto3. E penso que, como uma das equipas deste paddock, devemos investir na formação e progressão dos pilotos”, afirmou Steiner em Silverstone.
“Vamos ver o que acontece com o Moto2.
Estou sempre atento a tudo o que possa valer a pena fazer, porque seria interessante ter a escada completa. As três categorias.
É estranho ter Moto3 e MotoGP, mas não ter Moto2.
Seria mais lógico ter Moto2 e MotoGP, mas acabámos por ficar com Moto3 e MotoGP.”
Steiner deixou claro que continua atento às oportunidades que possam surgir.
“Vamos ver. Continuo a acompanhar a situação e, se surgir uma oportunidade, podemos analisá-la.
Não estou a excluir essa possibilidade.”
A Tech3, que esta temporada já celebrou pódios no Moto3 com Valentin Perrone, deverá apresentar uma formação totalmente renovada no MotoGP em 2027, com a chegada esperada da estrela do Moto2 Senna Agius e do piloto da HRC Luca Marini.
Também o projeto da equipa no Moto3 poderá entrar numa nova fase na próxima temporada, já que tanto Valentin Perrone como o seu companheiro de equipa Rico Salmela são apontados à saída da estrutura.
















