Como escrevemos nos últimos dias, a Ducati e a Aruba.it Racing decidiram apostar em Franco Morbidelli para a próxima temporada do Mundial de Superbike. No final, o piloto romano de Tavullia venceu a disputa com Manu González e será ele a assumir a Panigale V4 que ficará livre com a saída de Nicolò Bulega.
A decisão de avançar com Morbidelli foi naturalmente partilhada por Stefano Cecconi e pela direção de topo da Ducati, representada por Claudio Domenicali e Gigi Dall’Igna, apesar de o perfil de Manu González também despertar bastante interesse dentro da estrutura de Borgo Panigale.
O objetivo da Aruba com Morbidelli será tentar uma espécie de operação de relançamento da carreira, exatamente como aconteceu com Nicolò Bulega, que recomeçou na categoria Supersport depois de ter ficado fora do Mundial de MotoGP.
Certamente, Franco não atravessa um período fácil na sua carreira, uma fase que começou em 2021 marcada por lesões e dificuldades. Aquilo que deveria ser o ano da luta pelo título mundial transformou-se rapidamente num verdadeiro pesadelo, levando-o, dois anos mais tarde, a despedir-se da Yamaha.
Seguiu-se uma nova etapa na Pramac, sem alcançar os resultados desejados, antes de chegar à VR46. Sob a proteção de Valentino Rossi, tudo parecia indicar que o caminho seria o correto, mas Franco acabou por enfrentar duas temporadas em que não conseguiu encontrar a direção certa. Entretanto, o interesse do paddock do Mundial de Superbike foi crescendo, especialmente dentro da equipa Aruba.
Entre os seus maiores admiradores destaca-se Serafino Foti, que já por várias vezes lhe dedicou palavras de grande elogio. A mais recente aconteceu em Misano, há cerca de dois meses:
“Acredito que o talento do Franco é verdadeiramente imenso”, disse-nos em junho passado. “Estamos a falar de um piloto que venceu o Mundial de Moto2, foi vice-campeão do mundo de MotoGP e ganhou corridas na categoria rainha. Ainda hoje, em determinados momentos, mostra uma velocidade incrível. O que surpreende é alternar exibições de altíssimo nível com resultados muito modestos. Basta olhar para alguns episódios: em Barcelona, por exemplo, qualificou-se na primeira fila. E um piloto que consegue uma primeira fila na MotoGP continua a ter velocidade.”
O diretor de equipa nunca escondeu a sua admiração por Morbidelli, ao ponto de o seu nome já ter surgido nos planos da Aruba há dois anos. Na altura, porém, a prioridade do piloto era continuar na MotoGP e o negócio acabou por não avançar.
Agora, essa oportunidade surgiu novamente e a Ducati não quis deixá-la escapar.
No Mundial de Superbike, Morbidelli encontrará o mesmo paddock que deixou em 2013 como campeão europeu da Stock 600. Um ambiente muito diferente da MotoGP, mais familiar e menos mediático, com uma Ducati Panigale V4 equipada com pneus Michelin, uma marca que já conhece bem.
O grande desafio para todos será reencontrar o piloto que, em 2020, terminou como vice-campeão do mundo de MotoGP.
Uma missão que desperta enorme interesse e que poderá permitir ao número 21 retomar o percurso interrompido há seis anos. Certamente, dividir a garagem com Iker Lecuona não será tarefa fácil, mas na Aruba não existem dúvidas quanto ao talento de Morbidelli nem ao potencial que poderá mostrar, agora acompanhado por um novo chefe de equipa técnica, Tommaso Raponi.
2027 já está ao virar da esquina, trazendo consigo uma aposta totalmente italiana que a Ducati espera voltar a ganhar.
















