Um regresso de Toprak Razgatlioglu ao Campeonato do Mundo de Superbike com a BMW? A ideia alimentou muitos rumores nas últimas semanas. No entanto, para Sven Blusch, diretor da BMW Motorrad Motorsport, esse cenário simplesmente não está em cima da mesa neste momento. Ainda assim, trata-se de uma situação que poderá mudar no futuro.
O piloto turco, que se juntou à Pramac Yamaha no MotoGP esta temporada depois de ter oferecido à BMW o seu segundo título mundial de Superbike em 2025, está a viver um primeiro ano complicado na categoria rainha. Apesar do seu enorme talento, o campeão de 29 anos continua a ter dificuldades em adaptar-se aos pneus Michelin e em explorar todo o potencial da Yamaha YZR-M1. As corridas Sprint, em particular, têm sido um desafio, com apenas 12 pontos conquistados desde o início da época.
Estes resultados modestos alimentaram especulações sobre um possível regresso à BMW já em 2027, especialmente numa altura em que a marca alemã prepara uma profunda reorganização da sua equipa com a chegada esperada de Brad Binder.
Questionado pela Speedweek, Sven Blusch afastou essa hipótese.
“Não houve qualquer conversa nesse sentido.”
O responsável da BMW acredita, pelo contrário, que Razgatlioglu está a integrar-se cada vez mais no universo do MotoGP.
“Depois de me encontrar com o Toprak, tenho a sensação de que ele está a integrar-se progressivamente no paddock do MotoGP e que aí permanecerá num futuro previsível.”
Ainda assim, deixou uma porta aberta para o futuro.
“Se algum dia existir a possibilidade de o trazer de volta, estaremos sempre disponíveis para conversar. Mas, neste momento, não vejo isso a acontecer.”
Segundo fontes citadas pela Speedweek, Razgatlioglu pretende cumprir o contrato que assinou com a Yamaha, válido até ao final da temporada de 2027. Assim, deverá continuar a sua aventura na Pramac, enquanto Jorge Martín e Ai Ogura formarão a nova dupla da equipa oficial da Yamaha a partir da próxima época.
O turco deposita também grandes esperanças na revolução técnica que chegará ao MotoGP em 2027. A introdução dos motores de 850 cc, a redução da aerodinâmica, o desaparecimento dos dispositivos de ajuste de altura e, sobretudo, a chegada dos pneus Pirelli, são mudanças que poderão alterar significativamente a hierarquia.
Estas novas regras poderão adaptar-se melhor ao estilo de pilotagem de Razgatlioglu, que construiu grande parte do seu sucesso no Mundial de Superbike precisamente com pneus do fabricante italiano.
Contudo, permanece uma grande incógnita: a competitividade da futura Yamaha. O construtor japonês continua a apresentar um atraso significativo no desenvolvimento do seu protótipo de 850 cc, apesar da intensificação dos testes privados nas últimas semanas. Caso a evolução esperada não se concretize, Razgatlioglu poderá ser levado a reconsiderar o seu futuro a médio prazo.
Para já, contudo, a BMW não parece contar com o regresso do seu antigo campeão. Na opinião de Sven Blusch, Toprak Razgatlioglu escolheu o seu desafio: triunfar no MotoGP, e tudo indica que pretende levar essa aventura até ao fim.
















