“A poupança de eliminar a segunda moto é muito pequena!”
O plano da MotoGP para reduzir o número de motos disponíveis durante os fins de semana de corridas, supostamente para poupar dinheiro, já começou a receber críticas. Uma das figuras mais vocais é Günther Steiner — antigo chefe da equipa Haas F1, que há algum tempo se juntou ao mundo do MotoGP com a aquisição da Tech3 KTM. E discorda veementemente.
“Talvez ainda não conheça tão bem o MotoGP, mas será que estão mesmo a pensar eliminar a moto de reserva?”
Steiner questionou a lógica de redução de custos por detrás da proposta. Segundo o mesmo, mesmo que sejam permitidas menos motos, as equipas ainda vão precisar de trazer outra moto, preparar peças de substituição e manter a mesma preparação técnica de sempre.
“Pensam que reduzir o número de motos vai reduzir os custos. Mas a poupança é muito pequena.” Apontou ainda para os planos de reduzir o número de mecânicos e diminuir o tempo na pista. Mas, na visão de Steiner, medidas como estas não reduziriam significativamente as despesas.

“Se pensam que todos ficarão mais felizes reduzindo o número de motos, estão enganados.”
“O que realmente se perde é a oportunidade de demonstrar a tecnologia e proporcionar diversão aos fãs.” Steiner chegou mesmo a sugerir outra solução: “Se querem mesmo poupar dinheiro, basta introduzir um teto orçamental como na Fórmula 1.”
Concordamos com a sugestão de Günther — um teto orçamental parece melhor do que reduzir o número de motos. Ainda não sabemos se reduzir o número de motos será realmente eficaz para a redução de custos, mas, para além disso, a maior preocupação é a vertente do entretenimento. Mudar de moto quando começa a chover, por exemplo, acrescentava ação nas boxes ao espetáculo- Por outro lado, proibir a segunda moto sexta e sábado e depois autorizá-la no domingo, – quando teriam de ter à mesma uma segunda moto – parece um disparate total!
















