O Grande Prémio da Holanda voltou a trazer amargura a Miguel Oliveira, que viu a sua corrida terminar na primeira volta, após uma colisão com Ai Ogura, no meio do pelotão. Foi mais um episódio infeliz numa longa lista de contratempos que o piloto português tem enfrentado ao longo da sua carreira no MotoGP, especialmente nos últimos anos.
Desde a sua chegada à categoria rainha em 2019, Oliveira tem demonstrado talento, garra e potencial para lutar por pódios e vitórias. No entanto, lesões, quedas e incidentes alheios têm sido uma constante na trajetória do #88. Só nas duas últimas temporadas, o piloto de Almada sofreu abandonos forçados devido a toques de adversários em corridas como Silverstone (2023), Jerez (2023) ou o mais recente GP da Argentina em 2025, onde foi derrubado por Fermín Aldeguer, sofrendo uma lesão que o afastou de várias corridas.
O caso mais recente, em Assen, ilustra bem o problema: Oliveira partiu de uma posição modesta na grelha, mais uma vez condicionado por uma qualificação abaixo do desejado. Esta tendência para partir do meio ou do final do pelotão aumenta a exposição a incidentes nas primeiras voltas, onde os toques e as colisões são mais frequentes. A dificuldade em colocar a sua Yamaha M1 nas primeiras filas compromete assim não só o resultado final, mas também a sua integridade física e a sua consistência na temporada.
Com um talento inquestionável, a grande questão que se impõe é: até quando Miguel Oliveira poderá continuar a ser vítima das circunstâncias sem conseguir uma série de corridas limpas? E, acima de tudo, poderá uma melhoria nas classificações finalmente libertar o verdadeiro potencial do piloto português no MotoGP?
















